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	<title>asma Archives - My Alergologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Alergologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças alérgicas.</description>
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	<title>asma Archives - My Alergologia</title>
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		<title>Investigadores da FMUP criam novo método para controlo diário da asma</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jun 2023 08:00:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A&#160;Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP)&#160;e o Centro Hospitalar Universitário Charité (Berlim) lideram uma investigação internacional com o objetivo de desenvolver e validar um&#160;novo método eletrónico para controlo diário da asma, permitindo&#160;melhorar a monitorização e a autogestão da doença&#160;por parte dos doentes. Recorrendo a dados do mundo real através de uma aplicação móvel [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A&nbsp;Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP)&nbsp;e o Centro Hospitalar Universitário Charité (Berlim) lideram uma investigação internacional com o objetivo de desenvolver e validar um&nbsp;novo método eletrónico para controlo diário da asma, permitindo&nbsp;melhorar a monitorização e a autogestão da doença&nbsp;por parte dos doentes.</p>
<p><span id="more-212642"></span></p>
<p>Recorrendo a dados do mundo real através de uma aplicação móvel gratuita de doenças respiratórias (<em>MASK-air</em>), os investigadores analisaram o equivalente a 135 mil dias de mais de 1500 doentes com rinite alérgica e asma. Adicionalmente, validaram a escala desenvolvida num outro estudo liderado pela FMUP (<em>INSPIRERS</em>).</p>
<p>O trabalho, que reuniu investigadores de mais de dez nacionalidades, comprovou que o biomarcador digital&nbsp;<em>e-DASTHMA</em>&nbsp;poderá ser um importante auxílio não só no acompanhamento de doentes com asma não controlada, como também na tomada de decisão partilhada e, futuramente, na geração de alertas diários para pacientes ou médicos.</p>
<p>Os investigadores preveem que o&nbsp;<em>e-DASTHMA&nbsp;</em>poderá também ajudar na estratificação dos doentes para a seleção de medicamentos biológicos e aplicado em ensaios clínicos ou estudos observacionais.</p>
<p>“Este tipo de ferramentas possibilita uma prestação de cuidados de saúde mais personalizada, permitindo identificar os casos que requerem cuidados médicos de maior proximidade, bem como orientar o tratamento atendendo ao seu perfil de controle e adesão”, esclarece o Prof. Doutor&nbsp;Bernardo Sousa Pinto, docente na FMUP e primeiro autor do estudo.</p>
<p>No artigo publicado na revista&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2589750023000201" target="_blank" rel="noopener"><em>The Lancet Digital Health</em></a>,&nbsp;é referido que, atualmente, são utilizados questionários que permitem avaliar a evolução dos sintomas por períodos de uma ou mais semanas no controlo da asma.</p>
<p>“Se a esses questionários acrescentarmos este tipo de dados de informações diárias, estamos a contribuir para melhorar o controle da asma neste grupo de doentes”, constata o Prof. Doutor Bernardo Sousa Pinto. Segundo o também investigador do CINTESIS, “o&nbsp;<em>e-DASTHMA</em>&nbsp;é uma ferramenta inovadora que tem em conta, simultaneamente, os sintomas e uso de medicação, contrariamente a outro tipo de questionários”.</p>
<p>Ainda de acordo com o trabalho, este novo método de medição diária é capaz de evitar os vieses de memória associados a avaliações de longo prazo, permitindo uma melhor identificação da ocorrência de exacerbações da asma.</p>
<p>Os autores comparam esta nova abordagem&nbsp;–&nbsp;baseada em biomarcadores digitais&nbsp;–&nbsp;à que é adotada na prática clínica para a monitorização da diabetes, em que a hemoglobina glicada é usada para controle de longo prazo e a glicemia para a avaliação diária.</p>
<p><span style="font-size: 8pt;">Fonte: Universidade do Porto</span></p>
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		<title>Mais de 300 mil portugueses com asma não têm a doença controlada e carecem de intervenção</title>
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		<pubDate>Wed, 03 May 2023 08:46:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com os dados do Inquérito Nacional de Controlo da Asma de 2010 e que continuam a ser os mais recentes nesta área, em Portugal, são cerca de 700 mil as pessoas com asma, uma doença que afeta todas as idades e géneros. No nosso país, a asma é uma doença subdiagnosticada, com controlo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com os dados do Inquérito Nacional de Controlo da Asma de 2010 e que continuam a ser os mais recentes nesta área, em Portugal, são cerca de 700 mil as pessoas com asma, uma doença que afeta todas as idades e géneros. No nosso país, a asma é uma doença subdiagnosticada, com controlo ainda insuficiente e taxas de internamento importantes sobretudo na faixa etária das crianças, sendo que morrem mais de 100 pessoas por ano, por asma, em Portugal.</p>
<p><span id="more-212624"></span></p>
<p>A asma é uma doença respiratória crónica frequente, que pode ser potencialmente grave. “Apesar de não existir uma cura, esta doença pode ser controlada, com um acompanhamento e tratamento adequados, permitindo que a pessoa com asma tenha uma boa qualidade de vida e reduzindo muito todas as restrições que a asma não controlada implica”, salienta a Prof.ª Doutora Helena Pité, médica e especialista em Imunoalergologia no Hospital CUF Tejo e CUF Descobertas. Apesar disto, “a asma também pode matar&nbsp;e qualquer morte por asma não é aceitável”, alerta a especialista que reforça ainda: “Nos dias de hoje, a esmagadora maioria das mortes por asma é evitável. Existem tratamentos eficazes e seguros para todas as idades e nunca é de mais reforçar a importância de controlar esta doença.”</p>
<p>No entender da&nbsp;Prof.ª Doutora Helena Pité, na origem da &#8220;asma não controlada&#8221; podem estar alguns fatores como o&nbsp;&#8220;desconhecimento ou existência de alguns mitos em torno desta doença e do seu tratamento, a necessidade de fazer medicação diária preventiva e a consequente falta de adesão ao tratamento&#8221; ou também &#8220;dificuldades na administração dos tratamentos, por exemplo, no uso adequado dos inaladores”. O tratamento para a asma assenta no uso de dispositivos para inalação de medicamentos, “que permitem uma ação local, com muito maior eficácia e tolerabilidade dos fármacos utilizados”. Para contornar estas questões, destaca a importância de uma maior e melhor informação sobre a asma: &#8220;É necessário aumentar a consciencialização das pessoas com asma, dos seus familiares, amigos e mesmo de toda a comunidade para a problemática da doença, para a sua natureza crónica e para a importância de reconhecer as queixas típicas, independentemente da idade, e de cumprir o tratamento preventivo.” “Depois, é preciso ter em conta que o controlo da asma diz respeito a não ter queixas/sintomas de dia, nem de noite, não precisar de usar medicação de alívio, nem ter limitações na vida do dia a dia por esta doença. Esse é o alvo a atingir e só assim podemos considerar a asma totalmente controlada.”</p>
<p>A utilização excessiva&nbsp;de medicamentos de alívio rápido (broncodilatadores de curta ação) é um dos principais desafios apontados pelos especialistas desta área, que têm concentrado esforços para informar e sensibilizar a população para o tratamento adequado da asma. “Estes medicamentos de curta ação dão alívio rápido dos sintomas, das queixas de tosse, pieira, pressão no peito ou falta de ar, mas não tratam a inflamação que está na origem dos sintomas. Assim, a inflamação não é debelada, o que faz com que o problema persista e piore, com risco de ocorrer uma crise de asma, que pode ser grave. É preciso reduzir o uso dos medicamentos de alívio e aumentar o uso de medicamentos preventivos, os quais são verdadeiramente capazes de controlar a asma, reduzindo os sintomas, as limitações e as restrições na qualidade de vida das pessoas com asma, a necessidade de mais medicamentos, as crises de asma e as complicações da doença.”</p>
<p>Este ano, a&nbsp;<em>Global Initiative for Asthma</em>&nbsp;(GINA) definiu como mote para o Dia Mundial da Asma, que se assinalou ontem, 2 de maio, o “Asthma Care for ALL”, por considerar que o tratamento adequado da asma é um direito de todos. O objetivo desta data é sensibilizar a população para a necessidade de conhecer a asma e as suas complicações, procurando melhorar o diagnóstico, a adesão ao tratamento e a evolução da doença.</p>
<p>Os principais sintomas da asma são a tosse, a pieira ou chiadeira no peito e a sensação de aperto no peito ou falta de ar. As infeções respiratórias, as alergias e os fatores irritantes para as vias respiratórias, incluindo a poluição e o fumo de tabaco, podem desencadear sintomas ou mesmo crises de asma. “Não podemos esquecer que muitas pessoas com asma têm sintomas provocados pelo exercício físico. Apesar disso, a solução não passa por reduzir a atividade física, mas antes por controlar os sintomas com um tratamento que permita a sua prevenção, de forma que todas as pessoas com asma possam tirar benefício da prática de exercício físico regular, sem sintomas da doença.”</p>
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		<title>Sociedades científicas unem esforços para a sensibilização dos mais jovens para a asma</title>
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		<pubDate>Wed, 03 May 2023 08:13:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do&#160;Dia&#160;Mundial&#160;da&#160;Asma, que se assinalou ontem, 2 de maio, a Sociedade&#160;Portuguesa&#160;de&#160;Pneumologia&#160;(SPP)&#160;e&#160;a&#160;Sociedade&#160;Portuguesa&#160;de&#160;Alergologia&#160;e&#160;Imunologia&#160;Clínica&#160;(SPAIC) uniram-se com o objetivo de sensibilizar a população. “Este ano, o nosso destaque vai&#160;para&#160;os&#160;mais&#160;novos. Queremos dar a conhecer melhor a&#160;asma, o seu impacto&#160;e&#160;a necessidade de a tratar de forma correta, sem mitos, sem receios&#160;e&#160;sem limitações”, referem as Dr.as Lígia Fernandes, da SPP,&#160;e&#160;Ana Mendes, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No âmbito do&nbsp;Dia&nbsp;Mundial&nbsp;da&nbsp;Asma, que se assinalou ontem, 2 de maio, a Sociedade&nbsp;Portuguesa&nbsp;de&nbsp;Pneumologia&nbsp;(SPP)&nbsp;e&nbsp;a&nbsp;Sociedade&nbsp;Portuguesa&nbsp;de&nbsp;Alergologia&nbsp;e&nbsp;Imunologia&nbsp;Clínica&nbsp;(SPAIC) uniram-se com o objetivo de sensibilizar a população. “Este ano, o nosso destaque vai&nbsp;para&nbsp;os&nbsp;mais&nbsp;novos. Queremos dar a conhecer melhor a&nbsp;asma, o seu impacto&nbsp;e&nbsp;a necessidade de a tratar de forma correta, sem mitos, sem receios&nbsp;e&nbsp;sem limitações”, referem as Dr.as Lígia Fernandes, da SPP,&nbsp;e&nbsp;Ana Mendes, da SPAIC.</p>
<p><span id="more-212620"></span></p>
<p>Com este objetivo de sensibilizar o público&nbsp;mais&nbsp;jovem&nbsp;para&nbsp;a&nbsp;asma, as duas entidades vão organizar sessões informativas em diferentes escolas secundárias do país. “A&nbsp;asma&nbsp;é uma doença crónica, muito subvalorizada, mas que pode ter um impacto tremendo&nbsp;na&nbsp;vida&nbsp;dos&nbsp;doentes, principalmente das crianças&nbsp;e&nbsp;jovens. A SPP&nbsp;e&nbsp;a SPAIC querem sensibilizar este grupo etário&nbsp;para&nbsp;que não aceitem os sintomas,&nbsp;para&nbsp;que não aceitem qualquer limitação nas suas atividades diárias (mesmo que estejam &#8220;habituados&#8221;). O controlo total&nbsp;da&nbsp;Asma&nbsp;é possível, é preciso procurar ajuda” explicam as médicas especialistas.</p>
<p>Em Portugal, estima-se uma prevalência de&nbsp;asma&nbsp;de 8,4 %&nbsp;na&nbsp;população com menos de 18 anos. É a doença crónica&nbsp;mais&nbsp;comum nestas faixas etárias&nbsp;e&nbsp;pode trazer importantes limitações&nbsp;na&nbsp;vida diária&nbsp;e&nbsp;escolar. “Infelizmente, muitas crianças&nbsp;e&nbsp;jovens&nbsp;não têm a real noção desta doença&nbsp;e&nbsp;desvalorizam as queixas pelo que esta&nbsp;sensibilização&nbsp;faz todo o sentido ser feita neste grupo em particular”, alertam as Dr.<sup>as</sup> Lígia Fernandes&nbsp;e&nbsp;Ana Mendes.</p>
<p>Quanto aos principais sintomas, explicam que a&nbsp;asma&nbsp;pode “ter várias manifestações, tais como pieira (chiadeira no peito), tosse, especialmente à noite ou de manhã, aperto no peito&nbsp;e&nbsp;falta de ar. Se não controlada, a&nbsp;asma&nbsp;causa limitação&nbsp;da&nbsp;vida em muitos domínios como as atividades físicas, o sono, causa maior cansaço&nbsp;e&nbsp;pode mesmo afetar o desempenho escolar&nbsp;e&nbsp;comprometer a função pulmonar&nbsp;e&nbsp;o futuro”.</p>
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		<title>SPAIC e Jaba Recordati lançam Prémio Investigação em Asma 2023</title>
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		<pubDate>Wed, 03 May 2023 08:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), em parceria com a Jaba Recordati, lançam o Prémio Investigação em ASMA 2023. O período de candidaturas decorre até 7 de agosto, onde podem ser submetidos projetos de investigação em asma, desenvolvidos em Portugal. O vencedor é distinguido com um prémio no valor de cinco mil [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), em parceria com a Jaba Recordati, lançam o Prémio Investigação em ASMA 2023. O período de candidaturas decorre até 7 de agosto, onde podem ser submetidos projetos de investigação em asma, desenvolvidos em Portugal. O vencedor é distinguido com um prémio no valor de cinco mil euros.</p>
<p><span id="more-212618"></span></p>
<p>O Prémio Investigação em ASMA 2023 visa fomentar, em Portugal o desenvolvimento de linhas de investigação específicas na área da asma, distinguindo, anualmente, um projeto de investigação original ou um trabalho original sobre asma e que resulta de uma parceria entre a SPAIC e a empresa farmacêutica Jaba Recordati.</p>
<p>A Dr.ª Ana Cristina Ramada Morête, presidente da SPAIC, refere que “é com grande satisfação que continuamos a lançar esta iniciativa e a premiar investigações nacionais. A ciência nacional merece ser distinguida e apoiada. Além disso, é também muito importante distinguir tudo o que possa contribuir para melhorar a qualidade de vida do doente asmático”.</p>
<p>“Estes prémios têm sido um contributo importante para estimular a investigação em Portugal e é para nós um orgulho enorme, sermos pela primeira vez o aliado da SPAIC neste projeto nacional que continua a apostar na asma como a área a distinguir”, salienta o Dr. Nelson Pires, diretor geral da Jaba Recordati.</p>
<p>As candidaturas deverão ser enviadas por email para&nbsp;<a href="mailto:geral@spaic.pt" target="_blank">geral@spaic.pt</a>&nbsp;até 7 de agosto. O regulamento e mais informações disponíveis nos sites da&nbsp;<a href="https://www.spaic.pt/client_files/premios/premio_spaic_jaba.pdf" target="_blank" rel="noopener">SPAIC</a>&nbsp;e da&nbsp;<a href="https://www.jaba-recordati.pt/pt/noticias/premio-investigacao-em-asma-2023" target="_blank" rel="noopener">Jaba Recordati</a>. A cerimónia de entrega do Prémio Investigação em ASMA 2023 será posteriormente anunciada.</p>
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		<title>Asma com exacerbações frequentes em crianças varia em função da etnia e idade</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 11:23:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As taxas de incidência de asma com exacerbações recorrentes variam com o tempo de vigilância, década de nascimento, idade, etnia e região de recenseamento, de acordo com um estudo publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology. Algumas crianças são propensas à asma que se caracteriza por sofrer múltiplas exacerbações ou crises. Apesar dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As taxas de incidência de asma com exacerbações recorrentes variam com o tempo de vigilância, década de nascimento, idade, etnia e região de recenseamento, de acordo com um estudo publicado no <em>The Journal of Allergy and Clinical Immunology</em>.</p>
<p><span id="more-212616"></span></p>
<p>Algumas crianças são propensas à asma que se caracteriza por sofrer múltiplas exacerbações ou crises. Apesar dos cuidados de saúde substanciais e da carga familiar, os fatores causais que conduzem à asma com exacerbações recorrentes (ARE) não são bem caracterizados e há falta de dados epidemiológicos descritivos.</p>
<p>O estudo (Miller RL, et al. The Journal of Allergy and Clinical Immunology.2023) examinou dados do consórcio <em>Environmental Influences on Child Health Outcomes</em> (ECHO), que demonstraram que múltiplos fatores demográficos estavam relacionados com as taxas de incidência de asma nos Estados Unidos.</p>
<p>Estes dados sugeriram também que os subgrupos populacionais sofreram impactos diferentes e substanciais de exposições ambientais que se alteraram ao longo do tempo, além de qualquer risco herdado.</p>
<p>O estudo centrou-se em 734 crianças do consórcio ECHO nascidas entre 1990 e 2017 com ARE, definidas como dois relatórios ou mais de uso sistémico de corticoides.</p>
<p>O tempo médio entre estas exacerbações foi de 18,4 meses (intervalo interquartílico [IQR], 11,76-34,99). Globalmente, a taxa de incidência bruta (RI) de ARE foi de 6,07 por 1000 pessoas-ano (95 % CI, 5,63-6,51).</p>
<p>As taxas de ARE em bruto aumentaram de 2,06 (95 % CI, 0-4,17) nos anos 90 para 5,35 (95 % CI, 4,34-6,35) nos anos 2000. Além disso, as crianças nascidas entre 1990 e 1999 tinham as taxas mais baixas de ARE (RI = 4,18; 95 % CI, 2,97-5,4).</p>
<p>As crianças com idades compreendidas entre os dois e os quatro anos registaram um pico nas taxas de ARE em bruto de 18,55 (95 % CI, 16,59-20,52) antes de as taxas diminuírem com a idade. As taxas mais elevadas de REA foram encontradas entre as crianças negras não hispânicas (RI = 11,99; 95 % CI, 10,59-13,4) e negras hispânicas (RI = 11,42; 95 % CI, 5,81-17,03).</p>
<p>De facto, as taxas de ARE entre as crianças negras não hispânicas foram quase três vezes superiores às taxas para as crianças brancas não hispânicas (RI = 4,1; 95 % CI, 3,6-4,6). Da mesma forma, as taxas para crianças negras hispânicas eram quase três vezes mais elevadas do que as das crianças brancas hispânicas (RI = 3,85; 95 % CI, 2,69-5).</p>
<p>As taxas brutas no nordeste (RI = 8,57; 95 % CI, 7,32-9,82) foram 3,8 vezes superiores às do Oeste (RI = 2,27; 95% CI, 1,8-2,74). Além disso, a taxa de 6,9 (95 % CI, 6,26-7,55) bruta para os homens era 1,3 vezes superior à taxa de 5,14 (95 % CI, 4,56-5,73) para as mulheres.</p>
<p>As crianças com um historial de asma tinham uma taxa bruta de 11,82 (95% CI, 10,74-12,9), que era mais de três vezes superior aos 3,69 (95 % CI, 3,15-4,23) relatados pelas crianças que não tinham este historial.</p>
<p>As mudanças demográficas na população subjacente do ECHO influenciaram as mudanças nas taxas brutas entre os períodos de vigilância e as décadas de nascimento, disseram os investigadores, tais como o número substancialmente maior de crianças nascidas entre 2000 e 2009 a relatar a etnia negra.</p>
<p>Entre 1990 e 2022, as ARE IRs diminuíram ligeiramente entre as crianças brancas não hispânicas, mas permaneceram relativamente estáveis entre as crianças negras não hispânicas e hispânicas, disseram os investigadores. As taxas também permaneceram consistentemente as mais altas entre as crianças negras não hispânicas e negras hispânicas, os investigadores continuaram.</p>
<p>No nordeste, as RI atingiram um pico de 19,84 (95 % CI, 2,45-37,23) durante os anos 90, antes de caírem para 19,61 (95 % CI, 14,83-24,83) nos anos 2000 e depois para 5,9 (95 % CI, 4,76-7,03) entre 2010 e 2022.</p>
<p>As taxas de incidência subiram de 1,67 (IC 95 %, 0-4,08) no Sul e 3,2 (IC 95 %, 1,89-4,51) nos anos 2000s para 8,38 (IC 95 %, 7,16-9,61) no Sul e 7,84 (IC 95 %, 6,7-8,98) no entre 2010 e 2022.</p>
<p>Ao longo das três décadas de vigilância, as crianças com um historial parental de asma tinham TIs mais elevadas do que aquelas que não tinham tal historial.</p>
<p>Em comparação com a década de 1990, as taxas de ERE entre as crianças brancas e negras não hispânicas de dois a quatro anos aumentaram para as nascidas durante os anos 2000 e depois diminuíram para as nascidas entre 2010 e 2017.</p>
<p>As taxas de incidência para crianças dos 5 aos 9 anos de idade diminuíram com as sucessivas décadas de nascimento das crianças brancas e negras não-hispânicas. As taxas ARE para as crianças de 10 a 19 anos de idade diminuíram para as crianças brancas não-hispânicas durante as décadas de nascimento, mas aumentaram para as crianças Negras não-hispânicas.</p>
<p>As crianças brancas não-hispânicas com idades compreendidas entre os 10 e 19 anos tinham as taxas mais elevadas de ARE entre as crianças nascidas nos anos 90. As crianças negras não hispânicas tiveram taxas mais elevadas em todos os grupos etários durante todas as outras décadas. Em comparação com as crianças identificadas como brancas ou outras etnias nascidas entre 2000 e 2009, as crianças negras não hispânicas e negras hispânicas também tiveram taxas mais elevadas.</p>
<p>Em todos os grupos etários, as crianças negras não hispânicas e negras hispânicas tinham as taxas mais elevadas de ÁRE, com as taxas mais elevadas entre as crianças negras não hispânicas (RI = 52,33; 95% CI, 42,7-61,97) e as crianças negras hispânicas (RI = 26,89; 95% CI, 6,96-46,82) com idades compreendidas entre os dois e os quatro anos.</p>
<p>RI adicionais incluíram 20,89 (95 % CI, 18,04-23,74) para rapazes de dois a quatro anos e 5,66 (95 % CI, 4,79-6,52) para rapazes de cinco a nove anos, que foram 1,3 vezes superiores aos das raparigas de dois a quatro anos (RI = 15,84; 95 % CI, 13,18-18,5) e raparigas de cinco a nove anos (RI = 4,09; 95 % CI, 3,33-4,85).</p>
<p>Em todas as etnias, os investigadores continuaram, as taxas ARE foram 1,3 a 2,1 vezes mais elevadas entre os rapazes em comparação com as raparigas. Além disso, as taxas de ARE aumentaram num fator de 1,6 a 7,8 para crianças com um historial de asma em todas as categorias raciais e étnicas.</p>
<p>Em geral, as taxas de ARE foram três vezes mais elevadas para crianças com um historial parental de asma em comparação com aquelas sem tal historial, nos três grupos etários analisados, com aproximadamente três vezes mais aumentos tanto para rapazes como para raparigas.</p>
<p>Crianças de idade entre dois a quatro anos, especialmente aquelas com história parental de asma, sofreram as mais altas taxas de asma com exacerbações recorrentes. Também foi importante o tempo de vigilância, a década de nascimento, a etnia e etnia, e a região de recenseamento</p>
<p>Segundo os investigadores, todos estes sugerem impactos substanciais de exposições ambientais que podem mudar com o tempo na etiologia da ARE. Estes não ocorrem independentemente da história de asma dos pais.</p>
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		<title>Uso excessivo de inaladores de alívio obriga a repensar abordagem dos doentes com asma</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2023 07:33:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[asma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para compreender quais os padrões de uso dos inaladores de alívio dos doentes asmáticos em Portugal, foi desenvolvido o estudo&#160;Characteristics of Reliever Inhaler Users and Asthma Control: A Cross-Sectional Multicenter Study in Portuguese Community Pharmacies, promovido nas farmácias comunitárias. Os objetivos e as principais conclusões do estudo foram descritas, em entrevista, à My Alergologia, pelo&#160;Dr. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para compreender quais os padrões de uso dos inaladores de alívio dos doentes asmáticos em Portugal, foi desenvolvido o estudo&nbsp;<em>Characteristics of Reliever Inhaler Users and Asthma Control: A Cross-Sectional Multicenter Study in Portuguese Community Pharmacies</em>, promovido nas farmácias comunitárias. Os objetivos e as principais conclusões do estudo foram descritas, em entrevista, à My Alergologia, pelo&nbsp;<strong>Dr. João Gaspar Marques</strong>, imunoalergologista e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), e pela&nbsp;<strong>Dr.ª Mariana Romão</strong>, farmacêutica e investigadora do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR), da Associação Nacional das Farmácias (ANF).</p>
<p><span id="more-212598"></span></p>
<p><strong>My Alergologia (MA) |De onde surgiu a necessidade da realização deste estudo?</strong></p>
<p><strong>Dr.ª Mariana Romão (MR) |</strong>&nbsp;Este estudo surgiu da necessidade de conhecer a população que utiliza inaladores de alívio para a asma em Portugal, as suas características demográficas e clínicas, e de compreender o padrão de utilização deste fármaco, ou seja, a dosagem e frequência com que utilizam e adquirem o inalador de SOS (salbutamol). Esta classe de medicamentos (os SABA) é normalmente prescrita para controlo de exacerbações em pessoas que vivem com asma, como complemento da terapêutica de manutenção. Contudo, a literatura internacional tem mostrado que, por serem muito eficazes no alívio dos sintomas da asma a curto prazo, muitas pessoas utilizam o inalador de alívio como tratamento frequente, em detrimento da terapêutica de manutenção, o que as coloca em risco acrescido de eventos negativos. Em Portugal, existia uma noção empírica de que a situação poderia ser semelhante, mas não tínhamos nenhuma evidência do uso excessivo de inaladores de alívio na população real, nem da sua correlação com o controlo da asma. Foi neste sentido que a AstraZeneca colocou ao CEFAR o desafio de responder a esta questão através de um estudo implementado nas farmácias comunitárias, tirando partido da sua proximidade com as pessoas que vivem com asma.</p>
<p><strong>MA | Quais foram os principais desafios e barreiras para a realização deste estudo?</strong></p>
<p><strong>MR |</strong>&nbsp;O principal desafio foi a caracterização do histórico de utilização de SABA para, posteriormente, se determinar se corresponderia, ou não, a uso excessivo do medicamento. Como pretendíamos caracterizar a utilização do inalador a um nível mais detalhado do que a prescrição ou dispensa – percebendo quantas inalações a pessoa fazia e com que frequência usava o inalador –, não podíamos utilizar os dados do histórico de dispensas dos utentes. Através de uma metodologia transversal (isto é, com apenas um momento de recolha de dados), tivemos de confiar na informação reportada pelos próprios utentes sobre a forma como tinham utilizado o inalador nos meses e semanas anteriores, como outros autores já tinham feito. A caracterização do consumo de recursos de saúde teve desafios semelhantes. Ora, existe necessariamente algum risco de viés associado a esta metodologia – desde logo, o de memória –, mas era o único método que tínhamos disponível à data e com capacidade de dar resposta no tempo pretendido. Acreditamos também que o facto de ser o farmacêutico a aplicar o questionário ao utente tenha ajudado na robustez da recolha da informação, pelo seu conhecimento sobre o histórico do utente e pela capacidade de clarificar as questões, se necessário.</p>
<p><strong>MA | Sobre os resultados do estudo, quais são os padrões de uso dos inaladores de alívio entre portugueses?</strong>&nbsp;</p>
<p><strong>MR |</strong>&nbsp;O estudo analisou vários indicadores que pretendiam ajudar a caracterizar o padrão de utilização do inalador de alívio. A cada uma destas métricas estava associado um limiar/valor a partir do qual, segundo as recomendações clínicas e a literatura, poderíamos considerar que a pessoa faria uma utilização excessiva do inalador. Concluímos então que:&nbsp;</p>
<ul>
<li>26,9 % usam o inalador diariamente, o que significa que algumas pessoas podem estar a usá-lo como terapêutica de manutenção;</li>
<li>22,5 % usam o inalador três ou mais vezes por dia, em média, frequência não recomendada e associada a maior risco de eventos adversos;</li>
<li>25,4 % reportam um máximo diário de utilizações de SABA igual ou superior a 5.&nbsp;</li>
</ul>
<p>Considerando os padrões de utilização reportados – e comparando-os com as recomendações e as&nbsp;<em>guidelines</em>&nbsp;terapêuticas sobre aquilo que seria uma utilização segura do medicamento –, foi possível estimar que, no mínimo, cerca de 65 % dos inquiridos fariam um uso excessivo do inalador de alívio.&nbsp;</p>
<p>O estudo revelou ainda que as pessoas que utilizaram o inalador mais do que oito vezes nas quatro semanas anteriores tinham maior probabilidade de ter um mau controlo da asma, comparativamente aos que fizeram até oito utilizações.</p>
<p><strong>MA | Está comprovado que o uso excessivo do inalador de alívio para a asma significa que a doença não está controlada. Quais são os riscos inerentes ao recurso excessivo?</strong>&nbsp;</p>
<p><strong>Dr. João Gaspar Marques (JM) |</strong>&nbsp;O uso excessivo de inaladores de alívio associa-se a um risco aumentado de exacerbações da asma, maior recurso a cuidados de saúde e tem um impacto negativo na saúde física e mental dos doentes, podendo mesmo associar-se a casos de morte. Este comportamento, como demonstrado neste estudo, é infelizmente muito frequente, perigoso e obriga-nos a repensar a abordagem dos doentes com asma em Portugal. Os inaladores de alívio apesar de poderem melhorar de forma rápida os sintomas, não tratam o processo inflamatório subjacente à asma e podem inclusive causar alterações ao nível da condução cardíaca.</p>
<p><strong>MA | Sobre a utilização de recursos de saúde devido a ataques de asma, que valores foram depreendidos neste estudo?</strong></p>
<p><strong>Dr.ª Mariana Romão (MR) |</strong>&nbsp;Os resultados do estudo revelam que o consumo de recursos de saúde na população que utiliza inalador de alívio é superior ao reportado pela população que vive com asma em Portugal, no seu global, de acordo com os dados do Inquérito Nacional de Controlo da Asma. Entre os participantes no estudo, 39,7 % recorreram pelo menos uma vez a um serviço de urgência e 12,4 % foram hospitalizados pelo menos durante uma noite nos 12 meses anteriores ao questionário (comparando com 23 % e 3 %, respetivamente, na população global). Foi ainda possível perceber que 35,9 % das pessoas experienciou uma exacerbação da asma que necessitou de tratamento com corticoides orais, dado que também nos deve preocupar, considerando o perfil de segurança destes fármacos. Sobre a correlação entre o consumo de recursos de saúde e o controlo da asma, foi possível perceber que utentes que tinham recorrido a uma urgência hospitalar com subsequente prescrição de corticoides orais tinham também uma maior probabilidade de ter a asma mal controlada.</p>
<p><strong>MA | Com valores elevados nesta vertente, que prejuízos traz para o sistema nacional de saúde, tanto a nível económico como social?</strong></p>
<p><strong>JM |</strong>&nbsp;A asma tem custos diretos e indiretos associados ao seu acompanhamento. Os custos diretos advêm da utilização dos recursos de saúde, nomeadamente consultas programadas e não programadas, idas ao serviço de urgência e internamentos, bem como os custos associados à terapêutica e exames auxiliares de diagnóstico. Os custos indiretos são consequência da perda de produtividade, absentismo, bem como despesas de deslocação. Diversos estudos realizados um pouco por todo o Mundo e também em Portugal demonstraram que os doentes com asma não controlada têm um aumento dos custos diretos e indiretos associados à doença. Desta forma, além do impacto individual no doente há um aumento da utilização de recursos que comprometerá ainda mais as dificuldades de acesso a cuidados de saúde, bem como os seus custos associados.</p>
<p><strong>MA | De que forma é que os profissionais de saúde podem provocar uma diminuição do uso dos inaladores de alívio?</strong></p>
<p><strong>JM |</strong>&nbsp;A melhor forma de promover uma diminuição do uso de inaladores de alívio é melhorar o controlo da asma. O controlo da doença garante que o doente não tem sintomas que o impelem a recorrer a esta forma de alívio. O desafio consiste em melhorar o controlo da doença e este só será conseguido através da educação do doente para a doença e necessidade/benefícios da terapêutica de manutenção, pela melhoria do acesso a cuidados de saúde especializados e pelo acesso a fármacos inovadores que possam também controlar as formas mais graves de doença. Neste sentido, a intervenção de todos é fundamental, começando no doente e nas associações de doentes, nos profissionais de saúde e culminando na tutela.</p>
<p><strong>MA | Quais os próximos passos para a diminuição dos valores encontrados neste estudo?</strong></p>
<p><strong>JM |</strong> Um primeiro passo para a mudança é fazer o diagnóstico e este estudo acrescenta claramente informação muito relevante quanto à nossa realidade. Com estes resultados deixou de ser um problema apenas percecionado, para se tornar num problema medido. Agora cabe-nos agir. Os passos para diminuir os valores encontrados centrar-se-ão, na minha opinião, na educação do doente. Neste sentido, é fundamental sensibilizar o doente para os riscos da utilização excessiva da medicação de alívio e para os benefícios da terapêutica de manutenção que evitará a necessidade de terapêutica de alívio. Além disso, outro pilar de mudança será a melhoria no acesso a consultas especializadas de Imunoalergologia. Só através de um acompanhamento próximo, diferenciado e regular poder-se-á conseguir um controlo global da asma.</p>
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		<title>Relações causais encontradas entre DRGE, asma, dermatite atópica</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2023 10:34:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[asma]]></category>
		<category><![CDATA[dermatite atópica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As variantes genéticas relacionadas com doença de refluxo gastrointestinal (DRGE) aumentaram os riscos tanto para a asma como para a dermatite atópica em 21 %, de acordo com os resultados do estudo publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.&#160; Numerosos estudos clínicos e epidemiológicos relataram a associação entre asma e DRGE, e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As variantes genéticas relacionadas com doença de refluxo gastrointestinal (DRGE) aumentaram os riscos tanto para a asma como para a dermatite atópica em 21 %, de acordo com os resultados do estudo publicado no <em>American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine</em>.&nbsp;</p>
<p><span id="more-212572"></span></p>
<p>Numerosos estudos clínicos e epidemiológicos relataram a associação entre asma e DRGE, e um grande conjunto de provas sugere que a DRGE aumenta o risco de asma. Contudo, como estes estudos observacionais se limitam frequentemente ao desenho transversal e são suscetíveis de confundir e inverter a causa, se a presença de DRGE aumenta causalmente o risco de asma permanece pouco claro&#8221;.</p>
<p>Numa análise de randomização mendeliana (RM) utilizando variantes genéticas identificadas do Biobank do Reino Unido, os autores do estudo procuraram determinar se a DRGE está associada causalmente à asma e/ou dermatite atópica em populações de países europeus.</p>
<p>Os investigadores utilizaram dados dos dois maiores estudos de associação a nível de genoma sobre asma (n = 56,167) e DRGE (n = 71,522) para compreender a magnitude e direção da causalidade entre as doenças e, para a dermatite atópica, utilizaram a mais recente meta-análise do estudo de associação a nível de genoma (n = 22,474) para gerar variáveis genéticas instrumentais utilizadas para prever uma associação com a asma e/ou DRGE.</p>
<p>Em seguida, os investigadores utilizaram três métodos de análise de RM, todos eles demonstrando uma magnitude comparável de estimativas causais.</p>
<p>Em seguida, os investigadores utilizaram três métodos de análise de MR, todos eles demonstrando uma magnitude comparável de estimativas causais. Os investigadores observaram que a predisposição genética para a asma estava relacionada com um risco aumentado de 46% de dermatite atópica (OR = 1,46; 95 % CI, 1,34-1,59), e a predisposição para a dermatite atópica estava relacionada com um risco aumentado de 34% de asma (OR = 1,34; 95 % CI, 1,24-1,45).</p>
<p>A dermatite atópica determinada geneticamente não mostrou uma relação causal com a DRGE, mas a asma determinada geneticamente aumentou ligeiramente o risco de DRGE (OR = 1,06; 95 % CI, 1,03-1,09).</p>
<p>Além disso, os investigadores descobriram que as variantes genéticas relacionadas com as DRGE aumentaram igualmente o risco de asma (OR = 1,21; 95 % CI, 1,09-1,35) e dermatite atópica (OR = 1,21; 95 % CI, 1,07-1,37) em 21 %.</p>
<p>Segundo os investigadores, este estudo estabeleceu uma complexa interação genética entre dermatite atópica, asma e DRGE em populações de países europeus, mas também permitiu descobrir associações anteriormente não reconhecidas que têm implicações clínicas: 1) a asma é um fator de risco causal para a dermatite atópica e 2) a predisposição para a dermatite atópica, incluindo o aumento do risco de asma, pode surgir de mecanismos patogénicos&nbsp;específicos manifestados pela DRGE.</p>
<p>Contudo, os autores consideram necessários mais estudos para a identificação e caracterização do eixo intestino-pulmões-pele e mais investigação sobre os riscos encontrados entre a asma e o DRGE, especificamente as variantes genéticas envolvidas. Assumindo que esta relação é verdadeiramente bidireccional, como este estudo de RM e dados epidemiológicos sugerem, existem provavelmente variantes genéticas distintas associadas a cada via que podem ajudar a compreender melhor os mecanismos e fatores genéticos que impulsionam o desenvolvimento de cada condição.</p>
<p><span style="font-size: 8pt;">Fonte: Althoff MD, et al. Am J Respir Crit Care Med. 2022;doi:10.1164/rccm.202210-1953ED</span></p>
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		<title>A importância dos PROM nos doentes com urticária crónica, rinite alérgica e/ou asma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 14:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[asma]]></category>
		<category><![CDATA[rinite alérgica]]></category>
		<category><![CDATA[Urticária crónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito da mesa-redonda “JIPS/PROM-Patient reported outcomes em imunoalergologia”, a My Alergologia esteve à conversa com os palestrantes,&#160;a Dr.ª Cristina Jácome,&#160;o Prof. Doutor João Almeida Fonseca e a&#160;Dr.ª Célia Costa&#160;para conhecer melhor os respetivos temas apresentados na 43.ª Reunião Anual da SPAIC. Assista ao vídeo. Começando pela coordenadora do Centro Internacional de Excelência e Referência [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito da mesa-redonda “JIPS/PROM-Patient reported outcomes em imunoalergologia”, a My Alergologia esteve à conversa com os palestrantes,&nbsp;a <strong>Dr.ª Cristina Jácome</strong>,&nbsp;o <strong>Prof. Doutor João Almeida Fonseca </strong>e a<strong>&nbsp;<strong>Dr.ª Célia Costa</strong></strong>&nbsp;para conhecer melhor os respetivos temas apresentados na 43.ª Reunião Anual da SPAIC. Assista ao vídeo.</p>
<p><span id="more-212494"></span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W2fZDkLomuQ" width="900" height="506" title="YouTube video player" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="allowfullscreen" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Começando pela coordenadora do Centro Internacional de Excelência e Referência de Urticaria (UCARE), do Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, a Dr.ª Célia Costa, cooordenadora, a especialista abordou a validação e tradução do questionário da qualidade de vida na urticária crónica, “em termos da metodologia usada para tradução do questionário para português europeu de língua italiana”. &nbsp;</p>
<p>Para concretizar este trabalho, foi reunida uma “equipa multidisciplinar, com médicos e tradutores italianos que colaboraram para o desenvolvimento de um questionário fidedigno, sensível e interpretável, que possa ser usado na prática clínica para melhorar a qualidade de vida de doentes com urticária crónica”, indicou.&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hoK2y0nqeI0" width="900" height="506" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture"></iframe></p>
<p>Seguindo-se a Dr.ª Cristina Jácome, a especialista foi convidada, pela organização da Reunião da SPAIC, para partilhar com a audiência o processo de tradução e validação cultural de instrumentos autorreportados pelos doentes. Com efeito, elaborou, “muitas vezes, deparamo-nos com o desafio de usar instrumentos apenas disponíveis na língua inglesa, ou outras línguas, na população portuguesa, o que implica um processo rigoroso de tradução e adaptação cultural para a população portuguesa”.</p>
<p>Nesse sentido, a intervenção da Dr.ª Cristina Jácome abordou os trâmites necessários “para levar a cabo este processo rigoroso de tradução e adaptação cultural”, explicou.</p>
<p>Por fim, a palestrante lançou um repto aos colegas de Imunoalergologia, no sentido de “não terem receio deste processo metodológico que é simples, mas muito importante, para podermos ter questionários prontos a usar na prática clínica com população portuguesa”.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/sIxtGJhL5x8" width="900" height="506" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture"></iframe></p>
<p>Por sua vez, o Prof. Doutor João Almeida Fonseca, professor na Faculdade de Medicina na Universidade do Porto, trouxe, até esta mesa-redonda de <em>patient reported outcomes</em> em Imunoalergologia, a apresentação do questionário CARAT, através do qual é possível ter a “perspetiva do doente em relação ao estado do controlo da sua asma ou rinite alérgica”. Este questionário permite uma “maior precisão na avaliação clínica e possibilidade de uma decisão terapêutica partilhada entre clínico e doente”, esclarece como vantagens do CARAT.</p>
<p>&nbsp;“Sendo o principal questionário validado sobre o controlo da asma e rinite alérgica desde 2007, usado em vários países com bons resultados, o CARAT vai também integrar um conjunto de marcadores digitais para o acompanhamento de doentes com asma e rinite alérgica”, esclarece o Prof. Doutor João Almeida Fonseca.</p>
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		<title>Terapêutica tripla com anticolinérgicos no tratamento da tosse e asma: um novo paradigma</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 14:28:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[asma]]></category>
		<category><![CDATA[tosse]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pedido da My Alergologia, o Prof. Doutor Nuno Neuparth, professor na NOVA Medical School, teceu um comentário sobre mesa redonda intitulada “Anticolinérgicos na Asma-Quando e porquê?”, cuja intervenção incidiu sobre a aposta na terapêutica tripla para a tosse e asma. Assista o vídeo. A propósito do tema da sessão, o Prof. Doutor Nuno Neuparth [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A pedido da My Alergologia, o <strong>Prof. Doutor Nuno Neuparth</strong>, professor na NOVA Medical School, teceu um comentário sobre mesa redonda intitulada “Anticolinérgicos na Asma-Quando e porquê?”, cuja intervenção incidiu sobre a aposta na terapêutica tripla para a tosse e asma. Assista o vídeo.</p>
<p><span id="more-212485"></span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe loading="lazy" src="https://player.vimeo.com/video/763740312?h=dc0df38a36&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" title="Prof. Doutor Nuno Neupart.mp4" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture"></iframe></p>
<p>A propósito do tema da sessão, o Prof. Doutor Nuno Neuparth destacou que a asma “foi, durante décadas, tratada com corticoides e beta 2 agonistas de longa duração de ação e, mais recentemente, foram associados numa terapêutica tripla os antagonistas anticolinérgicos antimuscarínicos”.</p>
<p>Neste contexto, as restantes intervenções versaram sobre os mecanismos de ação destes fármacos anticolinérgicos que, “além de dilatarem as vias aéreas também atuam como anti-inflamatórios” salientou. Notando a tosse crónica, com exceção, durando “mais de doze semanas e sendo refratária a todas as terapêuticas, a esmagadora maioria dos casos de tosse beneficiam da terapêutica tripla com anticolinérgicos ou secando as secreções nasais”.</p>
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		<title>Estudo encontra correlação de enterotoxinas de staphylococcus aureus com as suas comorbilidades e gravidade</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2022 08:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[asma]]></category>
		<category><![CDATA[rinossinusite crónica com polipose nasal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo confirma que a pesquisa de staphylococcus aureus e as suas enterotoxinas na fase inicial de rastreio de doentes asmáticos é útil para identificar melhor fenótipo, prever a evolução das comorbilidades e levar a uma escolha terapêutica mais dirigida. A asma, com vários fenótipos e endotipos, é considerada uma doença particularmente adequada para a prática [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo confirma que a pesquisa de <em>staphylococcus aureus</em> e as suas enterotoxinas na fase inicial de rastreio de doentes asmáticos é útil para identificar melhor fenótipo, prever a evolução das comorbilidades e levar a uma escolha terapêutica mais dirigida.</p>
<p><span id="more-212428"></span></p>
<p>A asma, com vários fenótipos e endotipos, é considerada uma doença particularmente adequada para a prática da Medicina de Precisão. A identificação de diferentes biomarcadores não invasivos pode facilitar o diagnóstico e o tratamento. Recentemente, verificou-se que o <em>staphylococcus aureus</em> e as suas enterotoxinas (SE) têm um papel na indução de inflamação persistente das vias aéreas do tipo 2 na asma grave, mas também em comorbilidades como a rinossinusite crónica com polipose nasal (CRSwNP).</p>
<p>O objetivo deste estudo retrospetivo&nbsp;(Caruso C, et al.European Journal of Allergy and Clinical Immunology.2022) foi avaliar a prevalência da sensibilização SE-IgE numa coorte italiana multicêntrica de doentes asmáticos graves e correlacioná-la com características demográficas e clínicas.</p>
<p>Foram incluídos na análise um total de 249 doentes, dos quais 25,3 % eram enterotoxina estafilocócica B (SEB)-IgE positiva. Encontrámos uma associação significativa entre SEB-IgE e o sexo feminino, sendo também medida uma associação positiva entre CRS e CRSwNP. Não foi encontrada associação significativa entre a sensibilização e atopia da SEB-IgE nem ocorrência de exacerbações e dosagens de corticoides. No doente SEB-IgE positivo, a contagem de eosinófilos sanguíneos não parece estar correlacionada com a gravidade da doença. Os doentes com sensibilização SEB-IgE são, em média, mais jovens e com um início precoce da doença, confirmando assim a possibilidade de considerar a sensibilização SEB-IgE como um fator de risco independente para o desenvolvimento da asma.</p>
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