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	<title>análise de saliva Archives - My Alergologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Alergologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças alérgicas.</description>
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		<title>Análises de saliva com potencial na identificação de fatores preditivos de reações alimentares infantis</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2022 09:09:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Análises multi-ómicas, que envolvem o genoma, o microbioma e o epigenoma, quando realizadas na saliva podem melhorar a compreensão do que causa reações alimentares mediadas pelo sistema imunitário, de acordo com um estudo apresentado no College of Allergy, Asthma &#38; Immunology Annual Scientific Meeting. Com este trabalho, o primeiro autor, o Dr. Shane Stone, internista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Análises multi-ómicas, que envolvem o genoma, o microbioma e o epigenoma, quando realizadas na saliva podem melhorar a compreensão do que causa reações alimentares mediadas pelo sistema imunitário, de acordo com um estudo apresentado no <em>College of Allergy, Asthma &amp; Immunology Annual Scientific Meeting.</em></p>
<p><span id="more-212527"></span></p>
<p>Com este trabalho, o primeiro autor, o Dr. Shane Stone, internista e pediatra no <em>Penn State College of Medicine</em>, procurou saber quais são os fatores de risco associados às reações alérgicas alimentares, e se é possível identificar quem são estes doentes antes de desenvolverem estas reações.</p>
<p>Concretamente, o objetivo foi identificar fatores multi-ómicos, que inclui microbiota, RNA mensageiro (mRNA) e microRNA, presentes na saliva infantil para melhor compreender como as interações hospedeiro-microbianas podem contribuir para as origens das reações alimentares&#8221;, afirmou o médico.</p>
<p>O Dr. Shane Stone observou que as reações alimentares têm sido associadas a caraterísticas médicas e demográficas, bem como a fatores ambientais, imunológicos e biológicos.</p>
<p>Existem certamente reguladores epigenéticos como o microRNA e diferentes fatores microbianos que podem ter impacto no desenvolvimento de reações alimentares&#8221;, acrescenta o Dr. Shane Stone. Por outro lado, vários estudos demonstraram que o microbioma é capaz de influenciar diferentes moduladores inflamatórios que podem estar envolvidos nas reações alimentares.</p>
<p>O estudo prospetivo longitudinal dicotomizou 119 bebés com termo (meninas, n = 71; brancos, n = 93) naqueles com reações alimentares (n = 27) e naqueles sem reações alimentares (n = 92) aos 12 meses. Foram utilizados inquéritos padronizados para avaliar as características médicas, demográficas e ambientais.</p>
<p>Os investigadores definiram as reações alérgicas alimentares como qualquer problema causado por alimentos, tal como uma reação alérgica, sensibilidade ou intolerância no inquérito Prática de Alimentação Infantil-II confirmado pela revisão dos registos médicos.</p>
<p>Em seguida, os investigadores recolheram duas amostras de saliva dos bebés aos seis meses. Uma amostra foi utilizada para testes de imunoensaio enzimático para medir os níveis de citocinas, e a outra foi utilizada para a sequenciação do RNA para medir o microRNA e o RNA microbiano.</p>
<p>Também foi realizada uma regressão logística para ajudar a avaliar se estes fatores ómicos podiam ou não identificar quais os bebés em risco de desenvolver reações alimentares relativamente aos outros fatores de risco.</p>
<p>Os fatores médicos e demográficos associados às reações alimentares incluíam a história materna de alergias alimentares, a idade materna e a raça asiática. Contudo, não houve diferenças significativas entre os grupos em termos de fatores ambientais.</p>
<p>Foram avaliados fatores diferentes como a exposição ao tabaco, prematuridade e exposição a antibióticos, mas não foi encontrada aqui qualquer diferença significativa.</p>
<p>Os investigadores foram capazes de identificar vários fatores que foram elevados em bebés que desenvolveram reações alimentares em comparação com os que não o fizeram. Estes incluíam o mRNA STAT6, o microRNA de Let-7-e-5p e miR-151a-5p, e o phylum <em>Cyanobacteria</em>.</p>
<p>Os autores também notaram uma ligeira elevação na proporção IL-8:IL-6, o que corrobora a evidência científica previa que encontrou associações entre estes fatores, estados pró-inflamatórios e inflamação alérgica.</p>
<p>Infelizmente, nenhum destes fatores ómicos foi mais preditivo para o desenvolvimento de reações alimentares em comparação com um modelo simples que utiliza caraterísticas demográficas, o que poderá dever-se à dimensão reduzida da amostra estudada.</p>
<p>Embora não houvesse maior valor preditivo na utilização de modelos multi-ómicos em comparação com modelos simples, os investigadores concluíram que uma investigação mais aprofundada poderá permitir aos clínicos identificar prospectivamente quais os bebés em risco e fornecer-lhes uma orientação adequada de referência e antecipação.</p>
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