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	<title>Atualidade Archives - My Alergologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Alergologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças alérgicas.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 08 Sep 2026 08:00:10 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Atualidade Archives - My Alergologia</title>
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	<item>
		<title>Eficácia dos tratamentos orais na rinite alérgica infantil: o que realmente mostra a evidência?</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/eficacia-dos-tratamentos-orais-na-rinite-alergica-infantil-o-que-realmente-mostra-a-evidencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 08:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma revisão sistemática recente avaliou a eficácia e segurança dos medicamentos orais usados no tratamento da rinite alérgica em crianças, a doença crónica mais comum em idade pediátrica. Apesar de sugerirem benefícios, os autores alertam que a qualidade da evidência disponível ainda é baixa. O estudo analisou ensaios clínicos randomizados envolvendo crianças com menos de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão sistemática recente avaliou a eficácia e segurança dos medicamentos orais usados no tratamento da rinite alérgica em crianças, a doença crónica mais comum em idade pediátrica. Apesar de sugerirem benefícios, os autores alertam que a qualidade da evidência disponível ainda é baixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo analisou ensaios clínicos randomizados envolvendo crianças com menos de 12 anos, com rinite alérgica sazonal, comparando anti-histamínicos orais e antagonistas dos recetores de leucotrienos, isolados ou em combinação, com placebo ou entre si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, foram incluídos oito estudos, com 906 participantes. Os resultados indicam que os anti-histamínicos orais foram mais eficazes do que o placebo na redução dos sintomas nasais, com uma melhoria significativa no <em>score</em> total de sintomas nasais (diferença média de -1,60).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a combinação de anti-histamínicos com antagonistas dos recetores de leucotrienos não demonstrou benefícios adicionais em relação ao uso isolado de anti-histamínicos. Também não foram observadas diferenças relevantes entre os diferentes anti-histamínicos analisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão não encontrou evidência suficiente para conclusões robustas relativamente a sintomas oculares ou qualidade de vida. Em termos de segurança, não foram registadas diferenças significativas na ocorrência de efeitos adversos entre os tratamentos e o placebo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados apontarem para uma eficácia global dos anti-histamínicos orais, os investigadores sublinham que a certeza da evidência é baixa ou muito baixa na maioria das comparações, o que limita a força das conclusões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, embora os medicamentos orais pareçam ser uma opção eficaz e segura para o controlo da rinite alérgica em crianças, os autores defendem a necessidade de mais estudos de elevada qualidade para orientar melhor a prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42596864/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Universidade do Porto associa o ganho de peso gestacional a determinantes do risco de doença alérgica pediátrica</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/universidade-do-porto-associa-o-ganho-de-peso-gestacional-a-determinantes-do-risco-de-doenca-alergica-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 07:57:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo realizado em Portugal indica que o peso da mãe antes e durante a gravidez pode ter impacto no risco de desenvolvimento de doenças alérgicas na infância e adolescência, incluindo asma, rinite, eczema e sensibilização alérgica. A investigação analisou dados de 7.280 pares mãe-filho da coorte de nascimento portuguesa Geração XXI, acompanhando as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo realizado em Portugal indica que o peso da mãe antes e durante a gravidez pode ter impacto no risco de desenvolvimento de doenças alérgicas na infância e adolescência, incluindo asma, rinite, eczema e sensibilização alérgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou dados de 7.280 pares mãe-filho da <em>coorte</em> de nascimento portuguesa Geração XXI, acompanhando as crianças aos 4, 7, 10 e 13 anos. O objetivo foi perceber de que forma o índice de massa corporal (IMC) materno antes da gravidez e o ganho de peso durante a gestação se relacionam com várias condições alérgicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que o ganho de peso gestacional acima do recomendado está associado a um maior risco de problemas respiratórios e alergias. As crianças de mães com ganho de peso excessivo apresentaram maior probabilidade de desenvolver asma aos sete e 13 anos, bem como rinite aos quatro anos. Também se observou uma associação com maior sensibilização alérgica aos 10 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os investigadores, os efeitos parecem ser mais consistentes no que diz respeito ao ganho de peso durante a gravidez do que ao peso pré-gestacional. O IMC materno antes da gravidez mostrou poucas associações relevantes com doenças alérgicas, com exceção do eczema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente, o estudo também encontrou resultados inesperados no caso do eczema: enquanto determinados níveis mais baixos de ganho de peso gestacional estiveram associados a variações no risco da doença ao longo da infância, o sobrepeso ou obesidade materna foi associado a uma menor probabilidade de eczema aos 13 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que estes resultados não significam uma relação direta de causa e efeito, mas reforçam a importância de um acompanhamento adequado do ganho de peso durante a gravidez. Segundo os investigadores, manter um ganho de peso dentro das recomendações poderá ser relevante não apenas para a saúde materna, mas também para o desenvolvimento imunitário das crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo contribui para a compreensão de como fatores precoces de vida podem influenciar o aparecimento de doenças alérgicas, um problema que tem vindo a aumentar em várias populações europeias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42093106/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myalergologia.pt/atualidade/universidade-do-porto-associa-o-ganho-de-peso-gestacional-a-determinantes-do-risco-de-doenca-alergica-pediatrica/">Universidade do Porto associa o ganho de peso gestacional a determinantes do risco de doença alérgica pediátrica</a> appeared first on <a href="https://myalergologia.pt">My Alergologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo PROMUSE: baixa utilização de medidas reportadas pelos doentes na dermatite atópica e urticária crónica</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/estudo-promuse-baixa-utilizacao-de-medidas-reportadas-pelos-doentes-na-dermatite-atopica-e-urticaria-cronica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:58:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo internacional, denominado PROMUSE, revelou que as medidas de desfecho relatadas pelo doente, conhecidas como PROMs (Patient-Reported Outcome Measures),&#160; continuam a ser pouco utilizadas na prática clínica no tratamento da dermatite atópica e da urticária crónica. O estudo, de caráter observacional e transversal, envolveu médicos de 45 centros especializados em todo o mundo. Entre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo internacional, denominado PROMUSE, revelou que as medidas de desfecho relatadas pelo doente, conhecidas como PROMs (<em>Patient-Reported Outcome Measures</em>),&nbsp; continuam a ser pouco utilizadas na prática clínica no tratamento da dermatite atópica e da urticária crónica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, de caráter observacional e transversal, envolveu médicos de 45 centros especializados em todo o mundo. Entre os 2534 profissionais inicialmente inquiridos, 474 que tratam diretamente doentes com dermatite atópica e urticária crónica foram incluídos na análise final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados apontam para três principais barreiras percebidas pelos médicos na utilização das PROMs: “restrições de tempo” (n = 455/474), “não ser obrigatório preencher” (n = 428/474) e “os pacientes não gostam de PROMs” (n = 425/474).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também identificou diferenças relevantes entre os profissionais. Médicos mais jovens, do sexo masculino e não especialistas demonstraram maior tendência para perceber obstáculos ao uso das PROMs. Além disso, foi observada uma correlação negativa significativa: quanto maior o número de barreiras percebidas, menor a frequência de utilização destas ferramentas na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as 15 barreiras analisadas, duas destacaram-se por impactar diretamente o uso das PROMs: a crença de que estas ferramentas prejudicam a relação entre médico e doente e a ideia de que os doentes não gostam de as utilizar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que a baixa adesão às PROMs não se deve apenas à falta de formação ou sensibilização dos profissionais de saúde. Pelo contrário, os resultados sugerem que os médicos reconhecem limitações práticas nos instrumentos atualmente disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante deste cenário, o estudo defende uma reformulação urgente das PROMs utilizadas em dermatite atópica e urticária crónica. A proposta passa por desenvolver ferramentas mais eficazes e centradas no doente, com a participação ativa dos próprios doentes no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://www.worldallergyorganizationjournal.org/article/S1939-4551(26)00231-0/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myalergologia.pt/atualidade/estudo-promuse-baixa-utilizacao-de-medidas-reportadas-pelos-doentes-na-dermatite-atopica-e-urticaria-cronica/">Estudo PROMUSE: baixa utilização de medidas reportadas pelos doentes na dermatite atópica e urticária crónica</a> appeared first on <a href="https://myalergologia.pt">My Alergologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Organização Mundial de Alergia defende regras mais claras para rotulagem de precaução contra alergénios</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/organizacao-mundial-de-alergia-defende-regras-mais-claras-para-rotulagem-de-precaucao-contra-alergenios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:55:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A crescente utilização e falta de consistência da rotulagem de precaução contra alergénios em alimentos voltou ao centro do debate internacional, após uma consulta de especialistas promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e pela Organização Mundial da Saúde. Em resposta a este desafio, um novo estudo baseado no método [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A crescente utilização e falta de consistência da rotulagem de precaução contra alergénios em alimentos voltou ao centro do debate internacional, após uma consulta de especialistas promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e pela Organização Mundial da Saúde. Em resposta a este desafio, um novo estudo baseado no método Delphi reuniu especialistas, representantes de doentes e outras partes interessadas para avaliar e harmonizar práticas relacionadas com esta rotulagem, frequentemente expressa como “pode conter”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo envolveu um painel de 35 especialistas e decorreu ao longo de três rondas de avaliação, alcançando consenso em 33 dos 35 itens analisados, um nível elevado de concordância que reflete a urgência de uniformizar critérios nesta área. Entre as principais conclusões, destaca-se a recomendação de que a rotulagem de precaução contra alergénios deve ser utilizada apenas quando exista risco real de presença não intencional de alergénios acima de um determinado limite de ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas defendem que essa decisão deve assentar numa avaliação formal de risco, preferencialmente quantitativa, e idealmente enquadrada por legislação. Além disso, recomendam que os limites sejam definidos com base em “doses de referência” — nomeadamente a DE05, que corresponde à quantidade de alergénio capaz de desencadear reação em até 5% da população alérgica — em vez de simples concentrações, como partes por milhão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante é a necessidade de equilibrar a proteção do consumidor com o risco de banalização da rotulagem. O uso excessivo do “pode conter” pode levar à sua desvalorização, reduzindo a confiança dos consumidores e limitando desnecessariamente as suas escolhas alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de cerca de 70% dos participantes concordarem que os consumidores devem ser informados sobre o risco residual, ou seja, a eventual presença de alergénios abaixo dos níveis de referência, não houve consenso sobre a melhor forma de comunicar essa informação de forma clara e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo conclui ainda que a rotulagem não deve ser utilizada em produtos que já declaram explicitamente a ausência de alergénios (“livre de”), nem para ingredientes já identificados na composição do alimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42598065/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myalergologia.pt/atualidade/organizacao-mundial-de-alergia-defende-regras-mais-claras-para-rotulagem-de-precaucao-contra-alergenios/">Organização Mundial de Alergia defende regras mais claras para rotulagem de precaução contra alergénios</a> appeared first on <a href="https://myalergologia.pt">My Alergologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>WAO reforça distinção entre rinite alérgica isolada e associação com asma</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/wao-reforca-distincao-entre-rinite-alergica-isolada-e-associacao-com-asma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:06:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente publicado no jornal da World Allergy Organization (WAO) reforça a hipótese ARIA-MeDALL, proposta em 2023, de que a rinite alérgica (RA) isolada e a multimorbidade rinite alérgica associada à asma (RA + A) devem ser consideradas doenças distintas. A investigação analisou dados do mundo real obtidos através da plataforma MASK-air®, permitindo uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente publicado no jornal da <em>World Allergy Organization </em>(WAO) reforça a hipótese ARIA-MeDALL, proposta em 2023, de que a rinite alérgica (RA) isolada e a multimorbidade rinite alérgica associada à asma (RA + A) devem ser consideradas doenças distintas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou dados do mundo real obtidos através da plataforma <em>MASK-air®</em>, permitindo uma avaliação abrangente de sintomas, tratamentos e impacto na qualidade de vida dos pacientes. Os resultados apontam para diferenças significativas entre as duas condições, tanto em termos clínicos quanto socioeconómicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais achados, destaca-se a confirmação de um “fenótipo alérgico extremo”, caracterizado pela presença simultânea de asma, rinite alérgica e conjuntivite. Este grupo apresentou maior gravidade, com sintomas mais intensos e maior impacto na produtividade laboral, quando comparado com pacientes com doenças isoladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também revelou que pacientes com RA + A necessitam de maior utilização de medicamentos para controlar a rinite, além de apresentarem níveis mais elevados de sintomas nasais e oculares, medidos pela Escala Visual Analógica (EVA), em todos os países analisados. Em casos de rinite mal controlada, foi observada maior frequência de uso combinado de múltiplos fármacos nesses pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante foi a identificação de um padrão de comedicação, envolvendo corticosteroides intranasais e anti-histamínicos H1 orais, associado à presença de RA + A. No entanto, esse regime terapêutico esteve ligado a um controlo inferior da doença em comparação com a monoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferenças significativas também foram observadas na qualidade de vida, avaliada pelo instrumento EQ-5D, bem como no impacto laboral. Pacientes com RA + A apresentaram maior comprometimento no trabalho e custos indiretos semanais mais elevados em todos os países da OCDE analisados. Aceda ao estudo completo <a href="https://www.worldallergyorganizationjournal.org/article/S1939-4551(26)00268-1/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myalergologia.pt/atualidade/wao-reforca-distincao-entre-rinite-alergica-isolada-e-associacao-com-asma/">WAO reforça distinção entre rinite alérgica isolada e associação com asma</a> appeared first on <a href="https://myalergologia.pt">My Alergologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Medicina de precisão: nova era no diagnóstico de alergias e anafilaxia</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/medicina-de-precisao-nova-era-no-diagnostico-de-alergias-e-anafilaxia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:03:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova abordagem baseada em diagnóstico molecular de precisão está a transformar significativamente a forma como a anafilaxia é identificada e tratada. Conhecida como Precision Allergy Molecular Diagnostic Applications (PAMD@), esta metodologia representa uma evolução do antigo conceito de diagnóstico baseado em component-resolved diagnosis, trazendo maior rigor e personalização à prática clínica. De acordo com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma nova abordagem baseada em diagnóstico molecular de precisão está a transformar significativamente a forma como a anafilaxia é identificada e tratada. Conhecida como <em>Precision Allergy Molecular Diagnostic Applications</em> (PAMD@), esta metodologia representa uma evolução do antigo conceito de diagnóstico baseado em <em>component-resolved diagnosis</em>, trazendo maior rigor e personalização à prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com uma revisão científica recente, os avanços na Alergologia molecular permitiram expandir o número de componentes alergénicos disponíveis para análise, aumentando a precisão dos testes de IgE. Esta evolução tem sido particularmente relevante em alergias alimentares, onde certos padrões moleculares estão associados a maior risco de reações graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia também tem mostrado impacto em outros tipos de alergias, incluindo reações a venenos de himenópteros, anafilaxia dependente de cofatores, como a associada à ω-5 gliadina, e a chamada alergia tardia à carne vermelha, relacionada com o α-gal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das principais vantagens do PAMD@ é a sua maior especificidade quando comparado com testes tradicionais baseados em extratos. Isto permite distinguir melhor entre alergias reais e reações cruzadas, evitando restrições alimentares desnecessárias e reduzindo erros no diagnóstico. Além disso, a abordagem tem vindo a demonstrar utilidade na orientação de imunoterapia e na avaliação de casos complexos ou anteriormente classificados como idiopáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas consideram que esta metodologia representa um passo importante rumo à medicina de precisão na área da Alergologia. Ao integrar dados moleculares com o histórico clínico do doente, torna-se possível uma abordagem mais personalizada, segura e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o artigo <a href="https://www.ovid.com/jnls/co-allergy/abstract/10.1097/aci.0000000000001189~precision-allergy-molecular-diagnostic-applications-in?redirectionsource=fulltextview" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myalergologia.pt/atualidade/medicina-de-precisao-nova-era-no-diagnostico-de-alergias-e-anafilaxia/">Medicina de precisão: nova era no diagnóstico de alergias e anafilaxia</a> appeared first on <a href="https://myalergologia.pt">My Alergologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Asma grave na Europa mantém elevada carga apesar de terapias avançadas </title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/asma-grave-na-europa-mantem-elevada-carga-apesar-de-terapias-avancadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 14:13:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maioria dos doentes com asma grave continua a apresentar sinais de doença ativa, apesar dos avanços terapêuticos e da utilização generalizada de medicamentos biológicos. A conclusão é de um estudo europeu que analisou dados de 13.455 adultos e que alerta para a necessidade de identificar precocemente os doentes com maior risco de progressão da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos doentes com asma grave continua a apresentar sinais de doença ativa, apesar dos avanços terapêuticos e da utilização generalizada de medicamentos biológicos. A conclusão é de um estudo europeu que analisou dados de 13.455 adultos e que alerta para a necessidade de identificar precocemente os doentes com maior risco de progressão da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, baseada no <em>European Severe Heterogeneous Asthma Registry, Patient-centred Clinical Research Collaboration </em>(SHARP CRC), envolveu doentes de vários países europeus. A maioria era do sexo feminino (59%) e desenvolveu a doença na idade adulta (82%). A duração mediana da asma foi de 23 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelam uma elevada carga da doença. Cerca de 89% dos doentes apresentavam pelo menos um domínio de doença ativa, como exacerbações, mau controlo da asma, limitação do fluxo aéreo ou necessidade de corticoterapia oral de manutenção. Além disso, 59% tinham uma relação FEV1/FVC igual ou inferior a 0,7, compatível com obstrução persistente das vias aéreas, enquanto 62% apresentavam um FEV1 inferior a 80% do valor previsto, indicando compromisso da função pulmonar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de 79% dos participantes estarem a receber terapêutica biológica, considerada uma das abordagens mais avançadas para o tratamento da asma grave, mais de dois terços (66%) continuavam a apresentar pelo menos dois domínios de doença ativa, evidenciando que muitos doentes permanecem longe da remissão clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores verificaram ainda que a inflamação do tipo 2 persistia na maioria dos casos. Entre os doentes com dados disponíveis, 89% apresentavam pelo menos um biomarcador inflamatório do tipo 2 elevado, apesar da utilização de medicamentos biológicos e, em muitos casos, de corticóides orais de manutenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identificou também um subgrupo particularmente vulnerável entre os doentes que ainda não tinham iniciado terapêutica biológica. Cerca de 35% destes apresentaram uma rápida acumulação da carga da doença em menos de 10 anos, sugerindo uma progressão acelerada da asma grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que, apesar dos progressos alcançados nos últimos anos, a asma grave continua a representar uma elevada carga clínica para a maioria dos doentes. Os resultados sugerem que as estratégias terapêuticas atualmente disponíveis podem não ser suficientes para alcançar a remissão da doença e reforçam a importância da identificação precoce dos doentes com maior risco, bem como do desenvolvimento de novas abordagens capazes de controlar de forma mais eficaz a inflamação persistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42341792/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Treino digital aumenta em quase 20% o conhecimento sobre alergias nas escolas</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/treino-digital-aumenta-em-quase-20-o-conhecimento-sobre-alergias-nas-escolas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 14:11:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um programa de formação online, desenvolvido em Portugal, melhorou significativamente os conhecimentos e a confiança dos profissionais das escolas na gestão de alergias alimentares e de situações de anafilaxia. Os resultados foram apresentados no congresso anual da European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI) 2026. A alergia alimentar representa um desafio crescente no contexto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um programa de formação online, desenvolvido em Portugal, melhorou significativamente os conhecimentos e a confiança dos profissionais das escolas na gestão de alergias alimentares e de situações de anafilaxia. Os resultados foram apresentados no congresso anual da <em>European Academy of Allergy and Clinical Immunology</em> (EAACI) 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alergia alimentar representa um desafio crescente no contexto escolar, onde a exposição acidental a alergénios pode desencadear reações graves. No entanto, muitos profissionais de educação admitem não se sentir suficientemente preparados para reconhecer e responder a estas situações de emergência. Para colmatar essa lacuna, os investigadores desenvolveram um programa de formação digital baseado nas recomendações da EAACI, nas orientações nacionais sobre alergia alimentar e em recursos das autoridades portuguesas da Educação e da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo envolveu 639 profissionais de escolas de todo o país, dos quais 477 completaram a avaliação dos conhecimentos sobre alergia alimentar. Após a formação, a pontuação média no teste aumentou de 62,1% para 79,6% (p&lt;0,001), demonstrando uma melhoria significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os maiores ganhos verificaram-se na gestão da anafilaxia, com um aumento de 35,6% nos conhecimentos, na sensibilização para o <em>bullying</em> associado às alergias alimentares, que registou uma melhoria de 42,4%, e nas estratégias para prevenir a exposição acidental a alergénios. Os participantes relataram ainda maior confiança na identificação de alergénios, na interpretação da rotulagem dos alimentos e na implementação de medidas preventivas (p&lt;0,001).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que este programa de formação online, de fácil implementação e baixo custo, poderá contribuir para reforçar a segurança nas escolas e melhorar a capacidade de resposta perante emergências alérgicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo <a href="https://www.emjreviews.com/allergy-immunology/news/online-training-aids-allergy-knowledge-among-school-staff-eaaci-2026/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Novo presidente da EAACI deixa mensagem com foco no reforço da investigação e formação médica</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/novo-presidente-da-eaaci-deixa-mensagem-com-foco-no-reforco-da-investigacao-e-formacao-medica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:36:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O recém-nomeado presidente da European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI), Mohamed Shamji, dirigiu uma mensagem oficial à comunidade médica para assinalar o início do seu mandato de dois anos, na sequência da recente eleição dos novos órgãos sociais da instituição. O novo líder estabelece as prioridades, destacando a necessidade de transformar o conhecimento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O recém-nomeado presidente da <em>European Academy of Allergy and Clinical Immunology</em> (EAACI), <strong>Mohamed Shamji</strong>, dirigiu uma mensagem oficial à comunidade médica para assinalar o início do seu mandato de dois anos, na sequência da recente eleição dos novos órgãos sociais da instituição. O novo líder estabelece as prioridades, destacando a necessidade de transformar o conhecimento científico em melhores cuidados para os doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua mensagem de abertura, o responsável recordou o impacto das iniciativas globais, como a recente Semana Mundial da Alergia, reforçando contudo que a missão da EAACI exige uma atuação contínua. &#8220;O nosso compromisso estende-se muito para lá destes sete dias. Todos os dias, a EAACI trabalha para fazer avançar a investigação, reforçar a formação, promover cuidados baseados na evidência e melhorar a vida das pessoas que vivem com doenças alérgicas&#8221;, destacou Mohamed Shamji.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Prioridades Estratégicas para o Biénio</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhado pelo recém-eleito Comité Executivo, o novo presidente definiu um plano de ação assente em seis eixos fundamentais que orientarão a atividade da EAACI no próximo biénio:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Investigação de excelência:</strong> incentivo à produção científica de elevada qualidade na área da Imunoalergologia;</li>



<li><strong>Educação e formação contínua:</strong> fortalecimento dos programas de capacitação para profissionais de saúde;</li>



<li><strong>Diretrizes clínicas:</strong> desenvolvimento e disseminação de <em>guidelines</em> baseadas na evidência científica mais recente;</li>



<li><strong>Advocacia e literacia:</strong> sensibilização da opinião pública e promoção de políticas de saúde mais eficazes;</li>



<li><strong>Colaboração internacional:</strong> estreitamento de pontes e parcerias em contexto europeu e global;</li>



<li><strong>Centralidade no doente:</strong> manutenção do foco no doente enquanto eixo central de todas as decisões e estratégias.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Prestes a celebrar sete décadas de existência, a EAACI enfrenta um cenário em que a prevalência das patologias alérgicas continua a aumentar à escala global. No entanto, Mohamed Shamji sublinha o otimismo nas ferramentas e no conhecimento atualmente disponíveis para a comunidade médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os desafios colocados pelas doenças alérgicas continuam a crescer, mas também crescem as oportunidades para fazer uma diferença significativa através da ciência, da educação, da colaboração e da advocacia. Juntos, podemos transformar o conhecimento em melhores diagnósticos, melhores tratamentos e melhores resultados para os doentes em todo o mundo&#8221;, concluiu o recém-empossado presidente da EAACI.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fotografia: <em>European Academy of Allergy and Clinical Immunology</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Estudo nacional indica aumento de sintomas alérgicos em nadadores federados</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/estudo-nacional-indica-aumento-de-sintomas-alergicos-em-nadadores-federados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:39:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo realizado na Universidade da Beira Interior concluiu que 81,1% de 95 nadadores de competição portugueses apresentam sintomas compatíveis com doenças alérgicas, um resultado que reforça a necessidade de um acompanhamento mais sistemático da saúde respiratória destes atletas e de uma maior atenção às condições ambientais das piscinas. A investigação, publicada Frontiers in Public [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo realizado na Universidade da Beira Interior concluiu que 81,1% de 95 nadadores de competição portugueses apresentam sintomas compatíveis com doenças alérgicas, um resultado que reforça a necessidade de um acompanhamento mais sistemático da saúde respiratória destes atletas e de uma maior atenção às condições ambientais das piscinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, publicada <em>Frontiers in Public Health</em>, analisou 95 questionários válidos de nadadores federados portugueses com 16 ou mais anos, recolhidos entre abril e maio de 2025 através de um inquérito online anónimo. Para avaliar a presença de sintomas compatíveis com alergias, os investigadores recorreram ao questionário validado <em>Allergy Questionnaire for Athletes </em>(AQUA®).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que 81,1% dos participantes (n=77/95) obtiveram uma pontuação positiva no rastreio de sintomas alérgicos. As queixas mais frequentes foram a obstrução nasal (63,2%), a rinorreia ou corrimento nasal (61,1%), a tosse (55,8%) e o prurido ocular (51,6%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identificou ainda diferenças significativas entre grupos. As mulheres apresentaram uma maior prevalência de sintomas compatíveis com alergias do que os homens (88,7% contra 71,4%, p=0,036). Também os nadadores mais jovens, entre os 16 e os 25 anos, e aqueles que treinavam sete ou mais vezes por semana revelaram maior probabilidade de apresentar sintomas (p=0,011 e p=0,012, respetivamente).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dos fatores associados foi a temperatura da água das piscinas. Os investigadores verificaram que piscinas com temperaturas superiores a 25 ºC estavam relacionadas com uma maior percentagem de resultados positivos no questionário, atingindo valores entre 83% e 86%, enquanto em piscinas com água a 25 ºC ou menos a prevalência foi de 50% (p=0,013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, ter um diagnóstico médico prévio de doença alérgica e utilizar medicação antialérgica esteve fortemente associado à presença de sintomas (p&lt;0,001). Mesmo após ajustamento estatístico, o sexo feminino, a idade mais jovem, uma carga de treino igual ou superior a sete sessões semanais e temperaturas da água acima dos 25 ºC mantiveram-se como fatores preditores independentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que os nadadores estão regularmente expostos aos subprodutos da desinfeção da água, normalmente associados à cloração, bem como às condições do ar no interior das piscinas, fatores que podem agravar sintomas respiratórios e alérgicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Face aos resultados, os investigadores defendem a implementação de rastreios regulares de sintomas através do questionário AQUA nos clubes de natação e uma maior atenção à gestão das piscinas, nomeadamente à temperatura da água e à ventilação dos espaços. Consideram ainda necessária a realização de estudos de maior dimensão, com confirmação clínica dos casos e monitorização objetiva das condições ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41602002/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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