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	<title>Joana Graça, Author at My Alergologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Alergologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças alérgicas.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 04 May 2026 10:29:10 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Joana Graça, Author at My Alergologia</title>
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		<title>Asma grave: a viragem dos biológicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 10:28:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Minoritária em número, mas desproporcionada no impacto, a asma grave continua subdiagnosticada e subtratada. José Coutinho Costa, pneumologista e coordenador da Comissão de Trabalho de Asma e Alergologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, considera que entrou numa nova era terapêutica, destacando o impacto transformador dos biológicos na redução de exacerbações e na melhoria da [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Minoritária em número, mas desproporcionada no impacto, a asma grave continua subdiagnosticada e subtratada. <strong>José Coutinho Costa</strong>, pneumologista e coordenador da Comissão de Trabalho de Asma e Alergologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, considera que entrou numa nova era terapêutica, destacando o impacto transformador dos biológicos na redução de exacerbações e na melhoria da qualidade de vida. Alerta, porém, que persistem falhas no diagnóstico precoce, no acesso equitativo e no reconhecimento do peso clínico e socioeconómico da doença. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Como caracteriza a epidemiologia da asma grave em Portugal e na Europa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>José Coutinho Costa (JCC) | </strong>A asma é uma das doenças crónicas mais prevalentes, afetando cerca de 5 a 10% da população na Europa. Em Portugal, estima-se que existam mais de 600 mil pessoas com asma. A asma grave representa uma fração menor – cerca de 3 a 10% dos doentes –, mas é responsável por uma grande parte da carga da doença, incluindo exacerbações, hospitalizações e custos associados. Estes doentes apresentam sintomas persistentes apesar de terapêutica otimizada, o que evidencia a necessidade de uma abordagem diferenciada e especializada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | O tratamento da asma grave evoluiu muito nos últimos anos. Como avalia a evolução das opções terapêuticas, nomeadamente o papel das terapêuticas biológicas na gestão da asma grave?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JCC | </strong>Nos últimos anos, assistimos a uma transformação significativa no tratamento da asma grave, sobretudo com a introdução das terapêuticas biológicas. Estes fármacos permitem uma abordagem personalizada, direcionada a mecanismos inflamatórios específicos, como a inflamação tipo 2. Na prática clínica, têm demonstrado reduzir exacerbações, melhorar a função pulmonar e a qualidade de vida dos doentes, além de diminuir a necessidade de corticoterapia sistémica. Representam, portanto, um avanço crucial na gestão da doença, sobretudo para doentes previamente mal controlados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | </strong><strong>A falta de adesão continua a ser um dos principais desafios no controlo da doença. Na sua experiência, quais são os fatores críticos que mais afastam o doente do cumprimento do plano terapêutico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JCC | </strong>A adesão terapêutica é influenciada por múltiplos fatores. Entre os mais relevantes destacam-se a perceção insuficiente da gravidade e controlo da doença (o doente sente-se bem e interrompe a terapêutica), o receio de efeitos adversos da terapêutica (especialmente dos corticoides), a complexidade de alguns regimes terapêuticos e dificuldades na técnica inalatória. Acrescem ainda fatores socioeconómicos, o acesso aos cuidados de saúde e a falta de literacia e compreensão da doença. A relação médico-doente e a educação contínua são fundamentais para melhorar a adesão e, consequentemente, o controlo da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Olhando para o futuro, que prioridades identifica na melhoria do controlo da asma grave, quer ao nível do acesso ao diagnóstico, quer ao acesso a terapêuticas inovadoras?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JCC | </strong>As principais prioridades passam por garantir um diagnóstico precoce e correto, com referenciação atempada para consultas especializadas. É igualmente essencial melhorar o acesso equitativo às terapêuticas inovadoras, incluindo os biológicos, assegurando critérios clínicos bem definidos e simples de implementar. Deverá também investir-se na medicina personalizada baseada em fenótipos/biomarcadores e apostar em plataformas/ ferramentas digitais para otimizar a monitorização da doença e a adesão terapêutica. Além disso, a criação de programas de educação do doente e a integração de cuidados (cuidados primários e hospitalares) serão determinantes para a melhoria dos resultados em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | O que falta fazer para que a asma grave seja reconhecida não apenas como uma doença respiratória comum, mas como uma patologia de elevado impacto social e económico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JCC | </strong>É necessário aumentar a sensibilização para o impacto real da asma grave, tanto junto da população como dos decisores políticos. Apesar de afetar uma minoria dos doentes, concentra uma elevada carga de custos diretos e indiretos, incluindo absentismo laboral e perda de produtividade. A recolha de dados epidemiológicos e económicos robustos, campanhas de sensibilização/educação em saúde e integração da asma grave nas prioridades de saúde pública são passos fundamentais para esse reconhecimento. É essencial valorizar o impacto desta doença na qualidade de vida dos doentes e garantir que a asma grave seja tratada como uma doença crónica complexa, e não apenas como uma variante de uma doença comum.</p>
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		<title>Alergologia Pediátrica: o desafio de tratar jovens polissensibilizados com múltiplas manifestações alérgicas</title>
		<link>https://myalergologia.pt/entrevistas/alergologia-pediatrica-o-desafio-de-tratar-jovens-polissensibilizados-com-multiplas-manifestacoes-alergicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 16:05:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão de crianças e jovens com múltiplas alergias — os chamados&#160;polissensibilizados&#160;— é um dos maiores desafios da Alergologia Pediátrica atual. A propósito da sua intervenção na 12.ª Reunião Temática da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), subordinada ao tema “Abordagem dos&#160;adolescentes Polisensibilizados&#160;e com&#160;Manifestações&#160;Alérgicas&#160;Múltiplas”,&#160;Maria Alfaro, alergologista pediátrica no Hospital de Faro, partilhou a sua visão [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A gestão de crianças e jovens com múltiplas alergias — os chamados&nbsp;polissensibilizados&nbsp;— é um dos maiores desafios da Alergologia Pediátrica atual. A propósito da sua intervenção na 12.ª Reunião Temática da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), subordinada ao tema “Abordagem dos&nbsp;adolescentes Polisensibilizados&nbsp;e com&nbsp;Manifestações&nbsp;Alérgicas&nbsp;Múltiplas”,&nbsp;<strong>Maria Alfaro</strong>, alergologista pediátrica no Hospital de Faro, partilhou a sua visão sobre o panorama atual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista, a especialista aborda a evolução das estratégias terapêuticas, a importância da&nbsp;Medicina de&nbsp;Precisão e a necessidade de uma articulação estreita com a Medicina Geral e Familiar (MGF) para garantir a segurança e a qualidade de vida destes doentes complexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista&nbsp;começa por&nbsp;sublinhar&nbsp;que&nbsp;a percentagem&nbsp;de crianças e adolescentes com algum tipo de manifestação alérgica&nbsp;tem vindo a aumentar nos últimos anos,&nbsp;estando atualmente compreendida entre 10-30%,&nbsp;e destes, mais de 50% podem ser polisensibilizados,&nbsp;o que está relacionado com maior número de crises e mais graves.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos que a adolescência é um período muito crítico do ponto de vista de alterações a nível físico, hormonal, imunológico, emocional e psicológico. Trata-se de um doente de risco, independentemente da doença, por vezes com acompanhamento médico irregular,&nbsp;menor supervisão pela família, com tendência a esquecer a medicação”, explica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No doente atópico, a&nbsp;exposição progressiva ao longo dos anos aos vários alergénios&nbsp;– a chamada marcha alérgica&nbsp;–&nbsp;torna o doente adolescente um caso mais desafiante, porque nem sempre sabemos qual é&nbsp;o alergénio especificamente responsável pelas crises.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos nesta idade comportamentos de risco, tabaco/<em>vaping</em>, refeições fora de casa, viagens e outros, muitas vezes fruto de crenças ou falta de informação relativamente à sua doença, o que pode levar a minimizar ou desvalorizar sintomas iniciais ou o uso de adrenalina auto-injectável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É&nbsp;um&nbsp;doente&nbsp;que precisa de um estudo mais aprofundado e personalizado para identificar quais são os&nbsp;alergénios&nbsp;responsáveis pelas suas manifestações alérgicas”,&nbsp;afirma.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta população em particular, o cumprimento terapêutico é importante, e nos casos com indicação para desensibilização com imunoterapia, a administração mensal de forma subcutânea, poderá ser uma alternativa para melhorar a adesão e o sucesso a terapêutico. Nos casos mais graves, com asma e/ou alergia alimentar e risco de anafilaxia,&nbsp;a especialista reforça a importância de levar sempre um&nbsp;<em>kit&nbsp;</em>com a medicação, e de envolver a família, escola e amigos, informando-os de que forma podem intervir numa situação de crise.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É&nbsp;importante&nbsp;que&nbsp;haja&nbsp;programas educativos e informativos, articulados com outros profissionais de saúde, infantários, escolas e centros de desporto,&nbsp;para terem&nbsp;noção&nbsp;da&nbsp;gravidade, mas&nbsp;também&nbsp;para se&nbsp;sentirem&nbsp;capacitados&nbsp;para&nbsp;agir&nbsp;caso&nbsp;haja&nbsp;uma&nbsp;reação&nbsp;alérgica&nbsp;ou&nbsp;uma&nbsp;crisede&nbsp;asma&nbsp;ou&nbsp;qualquer&nbsp;outra&nbsp;manifestação&nbsp;em&nbsp;que&nbsp;seja&nbsp;necessário&nbsp;actuar”, reforça.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O&nbsp;papel&nbsp;fundamental da Medicina Geral e Familiar&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Maria Alfaro, o médico de família é o elo de ligação essencial, principalmente quando se tem em consideração o tempo&nbsp;de espera para consultas de especialidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O médico de MGF é quem está mais próximo da família. É essencial que saiba identificar os sinais de alerta e que esteja confortável no seguimento destes doentes, por exemplo, em&nbsp;invocar&nbsp;um plano de emergência ou verificar se a terapêutica&nbsp;e a técnica, no caso dos inaladores e da adrenalina auto-injetável, está correta”, refere. A médica reforça que este apoio de proximidade reduz a ansiedade dos pais e melhora a adesão ao tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desafios e&nbsp;evolução&nbsp;terapêutica&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios passam pela maior literacia por parte dos doentes, familiares, amigos, escolas, restauração&nbsp;e&nbsp;dos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os&nbsp;novos meios complementares de diagnóstico, nomeadamente o estudo molecular, e as recentes alternativas&nbsp;terapêuticas,&nbsp;tem sido ferramentas que nos permitem hoje em dia um diagnóstico mais individualizado, e evidentemente uma terapêutica mais precisa e eficaz para estes doentes mais complexos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O grande desafio, neste nosso doente adolescente polisensibilizado, é permitir que desfrute desta etapa da sua vida, sem medos nem limitações, mas em segurança”, termina Maria Alfaro.</p>
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		<title>Tecnologia de partículas extrafinas: novo medicamento chega a Portugal com fator diferenciador no controlo sustentado da doença respiratória</title>
		<link>https://myalergologia.pt/entrevistas/tecnologia-de-particulas-extrafinas-novo-medicamento-chega-a-portugal-com-fator-diferenciador-no-controlo-sustentado-da-doenca-respiratoria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 10:33:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista à News Farma,&#160;Carlos Alves, pneumologista na CUF Almada, analisa o impacto de uma nova terapêutica tripla de partículas extrafinas que promete redefinir os objetivos no tratamento das doenças respiratórias. Para o especialista, a capacidade de atingir as regiões mais distais do pulmão não só reduz drasticamente as exacerbações e o uso de corticoides [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à News Farma,&nbsp;<strong>Carlos Alves</strong>, pneumologista na CUF Almada, analisa o impacto de uma nova terapêutica tripla de partículas extrafinas que promete redefinir os objetivos no tratamento das doenças respiratórias. Para o especialista, a capacidade de atingir as regiões mais distais do pulmão não só reduz drasticamente as exacerbações e o uso de corticoides orais, como torna a remissão clínica um objetivo real e alcançável na prática quotidiana. Leia a entrevista e saiba mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) I Como é que o médico que acompanha diariamente doentes com asma, qual é hoje o principal desafio no controlo destas doenças respiratórias crónicas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carlos Alves (CA) I </strong>O principal desafio no tratamento da asma &#8211; e da DPOC &#8211; mantém-se na capacidade de alcançar e sustentar um controlo efetivo da doença ao longo do tempo, nomeadamente através da redução de exacerbações e da minimização de sintomas persistentes. Apesar dos avanços terapêuticos, uma proporção significativa de doentes permanece insuficientemente controlada, refletindo a natureza heterogénea destas patologias e fatores como adesão subótima, técnica inalatória inadequada e limitações das estratégias terapêuticas convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, torna-se particularmente relevante a disponibilidade de opções terapêuticas com evidência robusta em contexto de vida real, capazes não apenas de melhorar o controlo sintomático, mas também de impactar desfechos clínicos mais exigentes, como a redução sustentada de exacerbações, a preservação da função pulmonar e, em determinados subgrupos, a possibilidade de atingir remissão clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Sabemos que as agudizações na asma têm um impacto muito significativo na evolução da doença. Na sua experiência clínica, o que representa para um doente evitar estes episódios e conseguir manter a doença estável no dia-a-dia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I</strong> As agudizações na asma constituem eventos críticos na história natural destas doenças, estando associadas a um impacto negativo significativo no prognóstico. Cada episódio contribui para o declínio da função pulmonar, perpetuação da inflamação das vias aéreas e aumento do risco de hospitalização, morbilidade e mortalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática clínica, a prevenção destes eventos traduz-se numa verdadeira mudança de trajetória da doença. A estabilidade sustentada permite um melhor controlo sintomático, menor progressão funcional e redução da necessidade de terapêutica de resgate ou corticoterapia sistémica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista do doente, evitar exacerbações significa recuperar previsibilidade e autonomia no dia-a-dia, com menor limitação nas atividades, maior confiança na gestão da doença e um impacto positivo global na qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Além do risco de hospitalização, de que forma uma agudização de asma pode afetar a qualidade de vida, a autonomia e a atividade diária dos doentes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I</strong> Além do risco de hospitalização, as agudizações na asma têm um impacto profundo e frequentemente subvalorizado na qualidade de vida dos doentes. Estes episódios associam-se a uma redução significativa da capacidade funcional, limitando atividades quotidianas básicas, como caminhar, subir escadas ou realizar tarefas domésticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, contribuem para a perda de autonomia e para a instalação de um ciclo de inatividade progressiva, frequentemente acompanhado por ansiedade, medo de novos episódios e maior dependência de terceiros. Este impacto estende-se para além da dimensão física, com repercussões psicológicas e sociais relevantes, que comprometem de forma global o bem-estar do doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a prevenção de exacerbações assume-se não apenas como um objetivo clínico, mas como um determinante central na preservação da funcionalidade, autonomia e qualidade de vida</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I O Trimbow acaba de chegar a Portugal, depois de um grande sucesso por toda a Europa, apresentando estudos com uma redução significativa de exacerbações moderadas e graves com esta terapêutica. O que isto significa para a estabilidade clínica de um doente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I&nbsp;</strong>A redução significativa de exacerbações moderadas e graves com a terapêutica tripla traduz-se num impacto direto e clinicamente relevante na estabilidade da doença. Estes eventos constituem momentos de descompensação aguda, frequentemente associados a agravamento da inflamação das vias aéreas, declínio funcional e aumento do risco de hospitalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sua prevenção permite, assim, uma maior estabilidade clínica sustentada, com menor variabilidade sintomática, redução da necessidade de corticoterapia sistémica e diminuição do recurso a cuidados de saúde. Para o doente, isto traduz-se numa experiência de doença mais previsível e controlada, com menor interrupção das atividades diárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos globais, estes resultados reforçam a importância de uma abordagem terapêutica preventiva, centrada na redução do risco futuro, e não apenas no alívio sintomático imediato, contribuindo para modificar de forma favorável a trajetória da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Com três moléculas complementares num só dispositivo, o que nos dizem os dados sobre o perfil de segurança e a confiança que os médicos podem ter ao prescrever esta terapêutica? De que forma esta abordagem pode também contribuir para melhorar a adesão terapêutica dos doentes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I </strong>Além de um perfil de segurança bem estabelecido, o Trimbow distingue-se por integrar três classes farmacológicas com eficácia comprovada num único dispositivo. Esta simplificação reduz a complexidade terapêutica e melhora a adesão. Importa sublinhar que esta combinação não é apenas conveniente, mas suportada por evidência clínica robusta, o que reforça a confiança na sua utilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I A terapêutica tripla permite atuar simultaneamente sobre diferentes mecanismos da doença. Que ganhos clínicos podem os médicos esperar ao utilizar esta abordagem em doentes que permanecem sintomáticos com terapêuticas anteriores?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I&nbsp;</strong>Permite uma intervenção abrangente sobre os principais mecanismos da doença. No caso do Trimbow, esta abordagem é sustentada por estudos clínicos consistentes que demonstram melhorias significativas nos sintomas, na função pulmonar e na redução de exacerbações, mesmo em doentes previamente não controlados com terapêutica dupla.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Frequentemente negligenciadas, as pequenas vias aéreas são hoje reconhecidas como um elemento central na fisiopatologia da asma. Porque é o tratamento eficaz destas regiões do pulmão hoje considerado um fator diferenciador?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I</strong> As pequenas vias aéreas são um dos principais locais de inflamação e obstrução na asma. O seu envolvimento está associado a maior gravidade e pior controlo da doença. Intervir eficazmente nestas regiões permite uma abordagem mais completa da fisiopatologia, com impacto direto nos resultados clínicos e menor risco de pneumonias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Um dos elementos distintivos desta terapêutica é a formulação com partículas extrafinas (&lt;2 µm), desenvolvida para alcançar também as pequenas vias aéreas. Qual é a importância clínica desta deposição mais periférica no tratamento da asma?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I</strong>&nbsp;A formulação extrafina permite uma deposição homogénea, incluindo nas pequenas vias aéreas. No caso do Trimbow, esta característica associa-se a resultados clínicos consistentes, reforçando a relevância de tratar não apenas as vias aéreas centrais, mas também as regiões periféricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Tendo em conta que uma parte relevante da inflamação nas doenças respiratórias ocorre nas regiões mais distais do pulmão, de que forma a deposição mais periférica do tratamento pode contribuir para um melhor controlo da doença?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I</strong>&nbsp;Uma deposição mais periférica assegura que o tratamento atinge áreas críticas da doença. Ao reduzir a inflamação nas regiões distais, contribui para melhorar a função pulmonar, reduzir sintomas e diminuir a frequência de exacerbações, promovendo um controlo mais completo e sustentado, e menos efeitos sistémicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Quando um tratamento consegue reduzir exacerbações ou agudizações, que mudanças observa na vida dos seus doentes, tanto em termos de sintomas como na capacidade para realizar atividades quotidianas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I&nbsp;</strong>Observa-se uma melhoria clara da dispneia, da tolerância ao esforço, melhoria cardiovascular e da qualidade do sono. Os doentes recuperam capacidade para realizar atividades quotidianas, retomam rotinas e apresentam menor ansiedade associada à doença. O impacto é simultaneamente clínico e funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Além da melhoria clínica, que impacto pode a redução de exacerbações ter também na utilização de recursos de saúde, como consultas não programadas, urgências ou internamentos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I&nbsp;</strong>A redução de exacerbações traduz-se numa diminuição significativa de consultas não programadas, idas ao serviço de urgência, necessidade de terapêutica biológica e internamentos. Isto representa não só um benefício para o doente, mas também uma utilização mais eficiente dos recursos de saúde, com poupanças significativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I O estudo TRIMAXIMIZE, recentemente publicado, avaliou o impacto desta terapêutica tripla extrafina em contexto de prática clínica real. Que importância têm estes dados de vida real para os médicos na tomada de decisão terapêutica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I&nbsp;</strong>Os dados de vida real são fundamentais para confirmar a aplicabilidade dos resultados dos ensaios clínicos. No caso do estudo TRIMAXIMIZE, foram acompanhados 1 445 doentes em oito países europeus em 162 centros, durante três anos, e foi possível confirmar a efetividade, segurança e utilização da terapêutica tripla em vida real em doentes com asma moderada a grave. Estes dados reforçam a consistência dos benefícios observados, incluindo a redução de exacerbações, redução da necessidade de corticóides orais, controlo, qualidade de vida, adesão, melhoria da função respiratória e remissão clínica da asma em contexto clínico real.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Um dos conceitos explorados neste estudo é o de remissão clínica da asma. Na prática clínica, o que significa dizer que um doente atingiu remissão da doença?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I</strong>&nbsp;A remissão clínica implica ausência sustentada de sintomas e exacerbações, com função pulmonar estável. É particularmente relevante que, com o Trimbow, é a primeira terapêutica tripla, e única com partículas extrafinas, a demonstrar evidência científica que demonstra a possibilidade de atingir remissão em doentes com asma, um objetivo que até há poucos anos era considerado difícil de alcançar na prática clínica, com este tipo de terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I O estudo demonstrou melhorias relevantes na função pulmonar, nomeadamente no FEV₁. Para um médico e para um doente, o que representam estes ganhos na função pulmonar em termos de controlo da doença?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I&nbsp;</strong>Ganhos no FEV₁ refletem melhoria objetiva da função pulmonar. Para o doente, traduzem-se em menor dispneia, maior capacidade funcional e melhor tolerância ao esforço. Para o médico, são um indicador robusto de eficácia terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Na sua opinião, de que forma resultados como os observados no TRIMAXIMIZE podem ajudar os médicos a definir objetivos terapêuticos mais ambiciosos, como o controlo sustentado da doença ou mesmo a remissão clínica da asma?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I&nbsp;</strong>Estes resultados reforçam a necessidade de redefinir objetivos terapêuticos. Não devemos limitar-nos à redução de sintomas, mas sim procurar controlo sustentado e, quando possível, remissão clínica. A evidência atual suporta uma abordagem mais proativa e orientada para resultados a longo prazo, focando-se no que muda realmente a vida dos nossos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Se tivesse de resumir a principal vantagem da chegada desta terapêutica tripla a Portugal, qual seria a mensagem que deixaria à comunidade médica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CA I</strong>&nbsp;Do ponto de vista dos resultados, a evidência disponível aponta para melhorias consistentes no controlo sintomático, na função pulmonar e na redução de exacerbações, acompanhadas por uma diminuição da necessidade de corticoterapia sistémica. Estes ganhos são particularmente significativos num contexto em que a prevenção de exacerbações e a minimização da exposição a corticóides sistémicos se afirmam como objetivos prioritários nas recomendações internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importa ainda destacar o impacto da simplificação do regime terapêutico através da utilização de um único dispositivo. A adesão à terapêutica inaladora permanece um dos principais desafios na prática clínica, sendo frequentemente comprometida pela complexidade dos esquemas terapêuticos e pela utilização de múltiplos dispositivos. Neste contexto, a estratégia de inalador único pode traduzir-se em ganhos relevantes de adesão e, consequentemente, de eficácia clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma evolução na medicina respiratória , a terapêutica tripla em inalador único posiciona-se como um instrumento que permite redefinir os objetivos terapêuticos. Para além do controlo sintomático, torna-se plausível ambicionar o controlo sustentado da doença e, em subgrupos de doentes, a própria remissão clínica — um conceito emergente que começa a ganhar relevância na literatura recente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, esta abordagem representa uma oportunidade para alinhar a prática clínica com uma visão mais integrada, eficaz e ambiciosa no tratamento da asma, contribuindo para melhorar não apenas os <em>outcomes </em>clínicos, mas também a qualidade de vida dos doentes.</p>
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		<title>Pequenas vias aéreas, grande impacto: como a nova terapêutica alcança as zonas mais profundas do pulmão</title>
		<link>https://myalergologia.pt/entrevistas/pequenas-vias-aereas-grande-impacto-como-a-nova-terapeutica-alcanca-as-zonas-mais-profundas-do-pulmao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 10:27:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova terapêutica inaladora poderá representar um avanço no tratamento de doenças respiratórias como a asma ao permitir uma atuação mais eficaz nas pequenas vias aéreas e ao ampliar as opções disponíveis para estes doentes. Para o pneumologista Vítor Fonseca, do Hospital de Cascais e do Hospital CUF Cascais, a introdução desta solução traduz-se sobretudo no [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma nova terapêutica inaladora poderá representar um avanço no tratamento de doenças respiratórias como a asma ao permitir uma atuação mais eficaz nas pequenas vias aéreas e ao ampliar as opções disponíveis para estes doentes. Para o pneumologista <strong>Vítor Fonseca</strong>, do Hospital de Cascais e do Hospital CUF Cascais, a introdução desta solução traduz-se sobretudo no reforço do arsenal terapêutico no controlo da doença respiratória. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="01_VÍTOR FONSECA" src="https://player.vimeo.com/video/1172987499?h=ee9132437e&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A chegada do Trimbow ao armamento terapêutico disponível em Portugal, vem acrescentar uma nova possibilidade de tratamento, com características diferenciadoras. “A chegada ao mercado português oferece-nos a possibilidade de ter um acréscimo no nosso portfólio e no nosso arsenal terapêutico para o tratamento dos nossos doentes”, afirmou no evento dedicado à apresentação da terapêutica, em Cascais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as vantagens apontadas está a dupla indicação da terapêutica, que pode ser utilizada tanto em doentes com asma como em doentes com DPOC. Outro aspeto relevante prende-se com a tecnologia das partículas extrafinas utilizadas na formulação. Segundo o médico, estas partículas permitem uma deposição mais eficaz do medicamento no pulmão. “Estas partículas extrafinas vão permitir uma melhor deposição a nível pulmonar e tratar realmente onde nós precisamos que o medicamento atue”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença face a outras terapêuticas inaladoras está sobretudo no tamanho das partículas, que influencia a forma como o medicamento percorre as vias respiratórias. “O Trimbow é uma solução respiratória que permite, de certa maneira, ter os fármacos em partículas com um diâmetro inferior à terapêutica atualmente utilizada, sobretudo em comparação com os inaladores de pó seco, em que as partículas são muito maiores e que vão ficar mais depositadas nas vias aéreas principais”, referiu Vítor Fonseca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao terem menor dimensão, as partículas conseguem atingir regiões mais profundas do sistema respiratório, onde também pode existir inflamação. “O facto de ter uma dimensão menor permite que a partícula percorra a via aérea até ao seu término”, acrescentou o especialista. Na prática, permite tratar zonas que anteriormente podiam não ser alcançadas pelas terapêuticas convencionais. “Ao termos esta capacidade de colocar o medicamento nas pequenas vias aéreas, vamos conseguir tratar muitos dos sintomas e muita da inflamação que antes estava, de certa maneira, não abrangida”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a terapêutica está indicada sobretudo para doentes com DPOC moderada a grave que não consigam controlar a doença com o tratamento habitual. No caso da asma, pode ser considerada quando os sintomas e a inflamação não estão adequadamente controlados. “No doente com asma, aplica-se sobretudo em doentes que não tenham os seus sintomas e a sua inflamação controlada com a terapêutica que estejam a fazer atualmente.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados disponíveis apontam para resultados encorajadores. “Quando olhamos para este estudo recentemente publicado, tivemos uma remissão clínica em quase 60% dos doentes”, indicou o pneumologista. Perante estes resultados, as expectativas são positivas para a prática clínica. “A expectativa é que consigamos ter cada vez mais remissão nos nossos doentes, maior controlo, doentes mais saudáveis, mais ativos e com menos necessidade de tratamentos diferenciados”, disse, salientando que o objetivo passa por alcançar um controlo eficaz da doença com uma terapêutica única capaz de atuar diretamente na inflamação das vias aéreas.</p>
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		<title>Save the date: EAACI Drug Hypersensitivity Meeting acontece na Antuérpia</title>
		<link>https://myalergologia.pt/internacional/save-the-date-eaaci-drug-hypersensitivity-meeting-acontece-em-antuerpia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 16:34:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>André Moreira, especialista em Imunoalergologia, é o vice-presidente da próxima edição do EAACI Drug Hypersensitivity Meeting, evento que acontece em Antuérpia de 9 a 11 de abril. As inscrições são feitas online para os interessados nos mais recentes avanços na área da alergia e hipersensibilidade a fármacos. Após o sucesso das edições anteriores, o evento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">André Moreira, especialista em Imunoalergologia, é o vice-presidente da próxima edição do EAACI <em>Drug Hypersensitivity Meeting</em>, evento que acontece em Antuérpia de 9 a 11 de abril. As inscrições são feitas <em>online </em>para os interessados nos mais recentes avanços na área da alergia e hipersensibilidade a fármacos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o sucesso das edições anteriores, o evento promete oferecer um programa científico de elevado impacto. O encontro vai proporcionar uma visão abrangente dos últimos avanços no diagnóstico, mecanismos e gestão das reações de hipersensibilidade a fármacos. Através de sessões plenárias aprofundadas, simpósios, apresentações orais de resumos e atividades educativas práticas para membros juniores, os participantes vão obter perspetivas sobre as práticas clínicas e ciência de translação, incluindo ferramentas como inteligência artificial, modelos de organoides e biológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta edição também pensa destacar a importância da colaboração interdisciplinar, explorando como os alergologistas trabalham em conjunto com imunologistas, dermatologistas, especialistas em doenças infeciosas, oncologistas e farmacologistas para abordar a natureza complexa da hipersensibilidade a fármacos em diversas populações de doentes — incluindo crianças, indivíduos imunocomprometidos e pessoas com doenças mastocitárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como sempre, a reunião vai potencializar o intercâmbio científico, <em>networking </em>e colaboração. Saiba mais <a href="https://eaaci.org/events_meetings/dhm-2026/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Alergia ao leite de vaca: imunoterapia oral pode ter riscos de reações graves</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/alergia-ao-leite-de-vaca-imunoterapia-oral-pode-ter-riscos-de-reacoes-graves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 12:26:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo real-life publicado na revista European Annals of Allergy and Clinical Immunology avaliou a eficácia e segurança da imunoterapia oral com leite de vaca em crianças com alergia grave mediada por IgE, com seguimento até 15 anos. Realizada por investigadores portugueses, esta investigação acompanhou 33 crianças com alergia intensa ao leite de vaca, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo <em>real-life</em> publicado na revista <em>European Annals of Allergy and Clinical Immunology</em> avaliou a eficácia e segurança da imunoterapia oral com leite de vaca em crianças com alergia grave mediada por IgE, com seguimento até 15 anos. Realizada por investigadores portugueses, esta investigação acompanhou 33 crianças com alergia intensa ao leite de vaca, a maioria com asma e antecedentes de anafilaxia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes iniciaram o protocolo de imunoterapia oral por volta dos 7 anos de idade e foram acompanhados ao longo de anos, com o objetivo de alcançar desensibilização completa definida pela ingestão diária de 200 mL de leite ou equivalente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados indicam uma alta taxa de sucesso, em que 94% dos participantes alcançaram desensibilização completa, conseguindo manter uma dieta livre de restrições com consumo diário de leite de produtos lácteos ao longo de muitos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, em 61% dos doentes, os níveis de IgE específicos e resultados do teste cutâneo diminuíram significativamente, enquanto níveis de IgG4 aumentaram em muitos casos, refletindo uma adaptação imunológica sustentada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, embora a maioria dos doentes tenha mantido a tolerância, 79% apresentaram reações alérgicas durante a fase de manutenção e 33% experienciou anafilaxia, incluindo eventos desencadeados por exercício físico ou ingestão de queijo, além que cerca de 12% desenvolveram esofagite eosinofílica, uma condição inflamatória do esófago associada a alergias alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que a imunoterapia oral ao leite de vaca pode manter a dessensibilização por longos períodos quando bem conduzida, mas destacam que a terapia não é isenta de riscos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte o estudo <a href="https://www.eurannallergyimm.com/cows-milk-oral-immunotherapy-in-real-life-up-to-15-year-follow-up-study/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<item>
		<title>Estudo em Science Advances sugere que um ambiente favorável promove resiliência imunitária através de regulação epigenética</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/estudo-em-science-advances-sugere-que-um-ambiente-favoravel-promove-resiliencia-imunitaria-atraves-de-regulacao-epigenetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 12:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigadores publicaram um novo artigo na revista Science Advances, intitulado “A beneficial environment promotes immune resilience through epigenetic regulation”, que explora como fatores ambientais podem influenciar a resiliência do sistema imunitário através de mecanismos epigenéticos. O trabalho, de autoria de uma equipa internacional de cientistas, analisa como exposições ambientais favoráveis como dieta, estilo de vida [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Investigadores publicaram um novo artigo na revista <em>Science Advances</em>, intitulado “A beneficial environment promotes immune resilience through epigenetic regulation”, que explora como fatores ambientais podem influenciar a resiliência do sistema imunitário através de mecanismos epigenéticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho, de autoria de uma equipa internacional de cientistas, analisa como exposições ambientais favoráveis como dieta, estilo de vida ou exposições microambientais podem levar a alterações epigenéticas que reforçam a capacidade do sistema imunitário de responder a desafios, possivelmente reduzindo a susceptibilidade a doenças. A investigação sugere que tais influências não apenas moldam respostas imunes individuais, mas podem ter efeitos duradouros ao nível molecular na forma como os genes envolvidos na imunidade são regulados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o artigo ainda esteja a ser analisado em detalhe pelos pares da comunidade científica, os resultados abrem perspectivas importantes sobre a forma como ambientes de vida e fatores externos se entrelaçam com os circuitos moleculares que sustentam a funcionalidade imunológica nas populações humanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.ady7317">artigo na ín</a><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.ady7317" target="_blank" rel="noreferrer noopener">t</a><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.ady7317">egra</a>. </p>
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		<item>
		<title>“Anafilaxia é uma emergência: a adrenalina salva vidas e não deve ser adiada”, alerta Joana Caiado</title>
		<link>https://myalergologia.pt/entrevistas/anafilaxia-e-uma-emergencia-a-adrenalina-salva-vidas-e-nao-deve-ser-adiada-alerta-joana-caiado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 12:20:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a 3.ª edição das Jornadas de Atualização em Asma e Alergologia para MGF, a News Farma entrevistou a imunoalergologista Joana Caiado, que deixou um alerta claro aos médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF): a anafilaxia é uma emergência médica que exige reconhecimento imediato e tratamento sem hesitação com adrenalina. Assista à entrevista. Segundo [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myalergologia.pt/entrevistas/anafilaxia-e-uma-emergencia-a-adrenalina-salva-vidas-e-nao-deve-ser-adiada-alerta-joana-caiado/">“Anafilaxia é uma emergência: a adrenalina salva vidas e não deve ser adiada”, alerta Joana Caiado</a> appeared first on <a href="https://myalergologia.pt">My Alergologia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Durante a 3.ª edição das Jornadas de Atualização em Asma e Alergologia para MGF, a News Farma entrevistou a imunoalergologista <strong>Joana Caiado</strong>, que deixou um alerta claro aos médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF): a anafilaxia é uma emergência médica que exige reconhecimento imediato e tratamento sem hesitação com adrenalina. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="02_JOANA CAIADO" src="https://player.vimeo.com/video/1170359021?h=c315c449f1&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a especialista, a anafilaxia é uma reação inesperada, frequentemente associada a alimentos ou a picadas de insetos, e deve ser encarada como potencialmente fatal. Perante suspeita de reação alérgica grave, os doentes devem ser portadores de uma caneta de adrenalina e saber utilizá-la corretamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica sublinhou que a adrenalina é “life-saving” e praticamente não apresenta contraindicações no contexto de anafilaxia. “Não têm que ter medo de fazer adrenalina numa reação alérgica grave”, reforçou, apelando ao papel central dos médicos de Cuidados de Saúde Primários na educação do doente quanto à técnica de administração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a medicação pode ser gratuita, desde que seja ativada a portaria correspondente na Prescrição Eletrónica Médica (PEM). A medida veio colmatar uma barreira económica relevante, já que cada dispositivo rondava os 40 euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente ao armazenamento, as canetas estão preparadas para suportar alguma exposição ao calor, uma realidade frequente, por exemplo, entre apicultores. Ainda assim, devem ser transportadas na respetiva caixa para garantir proteção e higiene.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A administração pode ser feita através da roupa, sem necessidade de despir o doente. A posição recomendada é sentado ou, preferencialmente, deitado, devendo evitar-se a posição de pé devido ao risco de reação vagal e queda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o episódio agudo, é fundamental identificar o agente responsável. No caso de suspeita de reação a fármacos, pode ser necessário realizar testes para determinar qual o medicamento implicado, sobretudo quando o doente está sob múltiplas terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas reações a picadas de himenópteros, além da identificação do alergénio, existe a possibilidade de imunoterapia específica, permitindo dessensibilização e proteção contra futuras reações. A médica destacou a importância desta abordagem em apicultores, que mantêm exposição frequente apesar do risco acrescido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem central deixada nas jornadas foi inequívoca: perante suspeita de anafilaxia, a prioridade é tratar rapidamente e sem receios.</p>
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		<title>“MASThave”: nova app em português para registo diário de sintomas em doentes com mastocitose</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/masthave-nova-app-em-portugues-para-registo-diario-de-sintomas-em-doentes-com-mastocitose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 12:12:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica anunciou o lançamento da versão em português da aplicação digital MASThave, uma ferramenta móvel concebida para apoiar pessoas com patologia mastocitária e os profissionais que as acompanham. A aplicação, disponível tanto na App Store como na Google Play, foi adaptada ao contexto clínico nacional e permite o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica anunciou o lançamento da versão em português da aplicação digital MASThave, uma ferramenta móvel concebida para apoiar pessoas com patologia mastocitária e os profissionais que as acompanham.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação, disponível tanto na <em>App Store </em>como na <em>Google Play</em>, foi adaptada ao contexto clínico nacional e permite o registo diário de sintomas, oferecendo uma monitoração estruturada e contínua da condição do doente. Esta funcionalidade facilita a identificação de padrões, contribui para uma melhor caracterização clínica e pode servir como apoio à decisão terapêutica, com potencial utilidade em contexto de investigação científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto foi promovido pela SPAIC como um recurso útil para a comunidade de doentes com mastocitose em Portugal e para imunologistas e alergologistas que acompanham estes casos, reforçando o papel das ferramentas digitais na gestão de doenças crónicas e na colaboração entre doentes e profissionais de saúde.</p>
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		<item>
		<title>Investigadores demonstram alterações imunológicas após imunoterapia oral em crianças com alergia persistente à proteína do leite de vaca</title>
		<link>https://myalergologia.pt/atualidade/investigadores-demonstram-alteracoes-imunologicas-apos-imunoterapia-oral-em-criancas-com-alergia-persistente-a-proteina-do-leite-de-vaca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 12:10:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista científica Allergy, Asthma &#38; Immunology Research analisa o perfil do sistema imunitário de crianças com alergia persistente à proteína do leite de vaca após terem concluído com sucesso um protocolo de imunoterapia oral. A investigação portuguesa contou com a participação de 30 crianças que completaram o protocolo de imunoterapia oral [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na revista científica <em>Allergy, Asthma &amp; Immunology Research</em> analisa o perfil do sistema imunitário de crianças com alergia persistente à proteína do leite de vaca após terem concluído com sucesso um protocolo de imunoterapia oral. A investigação portuguesa contou com a participação de 30 crianças que completaram o protocolo de imunoterapia oral em que o seu perfil imunitário foi comprado com o de 33 crianças saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças com alergia apresentaram níveis reduzidos de células B e de células T ativadas após a imunoterapia, sugerindo uma modulação do sistema imunitário mediada pelo tratamento. Além disso, houve redução significativa dos anticorpos IgE específicos ao leite no sangue após o protocolo de imunoterapia oral. Por outro lado, os níveis de IgG4 aumentaram após a terapia, sobretudo em crianças que tinham também níveis detectáveis de IgA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o estudo constatou ainda diferenças imunológicas associadas à idade, pois apenas crianças com mais de 10 anos demonstraram diminuições acentuadas em certos tipos de células imunes quando comparadas aos seus respetivos controlos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados também apontaram correlações entre o tempo decorrido desde o fim da imunoterapia e a diminuição dos níveis de IgE, reforçando a ideia de que os efeitos imunitários evoluem com o tempo após a conclusão do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://e-aair.org/DOIx.php?id=10.4168/aair.2026.18.1.87" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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